Mulher atira no marido (e erra), por causa de jóias
Uma mulher de 48 anos foi presa em flagrante na manhã desta quarta-feira (4) após efetuar disparos de arma de fogo durante uma discussão doméstica em uma residência no bairro Gramado, em Campinas.
Segundo informações da Polícia Militar, a confusão começou quando a mulher questionou o companheiro, de 44 anos, sobre o paradeiro de algumas joias.
O homem havia escondido os objetos no telhado da casa e, diante da cobrança, entregou parte das peças à companheira.
No entanto, ela teria reclamado da falta de outros anéis, o que gerou uma discussão entre o casal.
Durante a briga, a suspeita entrou na residência e, em seguida, passou a efetuar disparos com uma pistola.
O companheiro relatou que não foi atingido pelos projéteis, embora os tiros tenham sido direcionados inicialmente em sua direção.
Posteriormente, a mulher teria afirmado que poderia ter atirado também para o alto, mas não conseguiu precisar devido ao nervosismo.
Arma sem documentação
Quando os policiais militares chegaram ao local, encontraram o homem na parte externa da casa. Ao adentrarem o imóvel, localizaram a suspeita no andar superior, deitada em uma cama, apresentando-se nervosa e alterada, porém colaborativa.
Durante a busca, foi encontrada uma pistola Glock calibre 9mm escondida em uma gaveta, além de dois carregadores com munições. Os policiais também localizaram um simulacro de pistola no cesto de roupas e três cápsulas deflagradas espalhadas pela área externa da residência, além de uma munição intacta no chão.
A investigação revelou que a arma apreendida não possuía documentação legal.
Embora o advogado da suspeita tenha apresentado registros de uma arma de fogo, os documentos fazem referência a uma pistola com numeração diferente da que foi encontrada no local.
Prisão em flagrante
A mulher foi autuada por dois crimes previstos no Estatuto do Desarmamento: disparo de arma de fogo (artigo 15) e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito (artigo 16).
Durante o interrogatório realizado pelo delegado Luiz Gustavo de Almeida Scaf – que já trabalhou em Jundiaí e -, assistida por seu advogado, ela optou por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.
A autoridade policial considerou que estão presentes todos os elementos para a caracterização de flagrante delito e determinou a prisão da suspeita. Devido à pena máxima prevista para os crimes ser superior a quatro anos, não foi possível o arbitramento de fiança.
O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Campinas, e um inquérito policial foi instaurado para apurar os fatos. A Polícia Civil requisitou exame residuográfico na suspeita e o local foi periciado pela equipe técnica.
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