Polícia Civil de Campinas abre inquérito para apurar briga de torcedores
Uma confusão generalizada entre torcedores da Fúria Independente do Guarani e policiais militares deixou cinco pessoas feridas no sábado (06), durante partida no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas.
O incidente foi registrado no boletim de ocorrência elaborado no 1º Distrito Policial da cidade e virou Inquérito Policial.
Segundo o relato oficial, o tumulto começou quando policiais militares socorreram um torcedor que estava sendo agredido e havia se jogado no fosso do estádio.
Após o resgate, membros da torcida organizada se dirigiram ao local para continuar as agressões, o que levou os policiais a intervirem.
A mãe do rapaz que se jogou no fosso disse nas redes sociais que o filho é torcedor do Guarani, reside em Santa Bárbara D’Oeste e foi confundido com torcedor da Ponte Preta. Ele segue internado no Hospital Mário Gatti.
Confronto com os PMs
Durante o confronto, quatro policiais militares ficaram feridos. Um dos agentes, de 34 anos, recebeu socos na cabeça, no tórax e nas costas, além de chutes nas pernas.
Outro policial, de 28 anos, foi atingido por um golpe na cabeça que danificou seu capacete.
Uma terceira agente, de 32 anos, foi empurrada pelas costas, caindo e sofrendo lesões no rosto, braço esquerdo, cintura e joelhos.
O quarto policial ferido, de 33 anos, também foi atingido na cabeça.
Torcedor preso
Um torcedor de 28 anos foi identificado como autor de agressão contra uma policial e ofereceu resistência à prisão.
Durante sua condução, ele acabou sofrendo lesões em uma das pernas, sendo necessário o uso de “meios moderados” pelos agentes, segundo consta no boletim.
Tanto o torcedor quanto um dos policiais feridos foram socorridos ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti para atendimento médico.
Apreensão de provas
O delegado Eduardo Marcondes Riqueza, responsável pelo caso, determinou a apreensão do capacete danificado para posterior perícia e a expedição de requisições para exames de corpo de delito em todas as vítimas. O caso será investigado em inquérito policial pela delegacia da área.
As vítimas foram orientadas sobre o prazo decadencial de seis meses para oferecimento de representação criminal ou queixa-crime contra os autores das agressões.


