Câmera escondida no Banco do Brasil gravava senhas dos clientes
Dois homens foram presos pela Polícia Militar suspeitos de instalar dispositivos conhecidos como “chupa cabra” em caixas eletrônicos do Banco do Brasil, em Várzea Paulista. A ação teve como objetivo clonar cartões e obter dados bancários de clientes.
Os suspeitos, de 34 e 29 anos, foram detidos após operação conjunta entre a Polícia Militar e a Polícia Civil.
Um dos investigados possuía mandado de prisão em aberto.
A ação policial teve início após o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) receber informações sobre uma possível fraude em caixas eletrônicos. Os policiais militares foram acionados e receberam o número da placa do veículo suspeito – um Chevrolet Onix vermelho, com placas de Jundiaí.
Durante patrulhamento, as equipes localizaram o veículo na região e efetuaram a abordagem na Rua Goiânia, no bairro Agapeama, em Jundiaí.
Embora inicialmente nada de ilícito tenha sido encontrado no carro, um dos ocupantes confessou ter instalado uma microcâmera e um dispositivo “chupa cabra” em um dos terminais eletrônicos do banco.
Equipamentos apreendidos
Durante a operação, foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos, incluindo:
- Dois aparelhos celulares (Samsung e Xiaomi)
- Um monitor de computador
- Um objeto eletrônico não identificado
O veículo utilizado na ação criminosa foi recuperado pela polícia.
Investigação em andamento
Segundo a autoridade policial responsável pelo caso, os suspeitos teriam instalado os dispositivos “chupa cabra” nos caixas eletrônicos com o objetivo de clonar cartões e obter dados bancários. No entanto, até o momento não foi verificado se alguma pessoa sofreu prejuízo financeiro em decorrência dos atos. Vítimas devem procurar a Delegacia de Polícia.
A Polícia Civil determinou que seja realizada perícia nos equipamentos apreendidos para verificar o mecanismo de funcionamento e a capacidade dos dispositivos para o fim pretendido. O resultado da perícia será fundamental para definir se houve tentativa de furto qualificado ou se o crime foi consumado.
Os investigados optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o interrogatório.


