Mulher que planejou tortura de criança quis fazer justiça após furto de celular
A mulher de 51 anos que planejou a tortura de um menino de 11 anos em Várzea Paulista, orientando a filha de 14 anos a “bater à vontade”, disse querer fazer “justiça” com as próprias mãos. Em depoimento ao delegado Rafael Diorio Costa, a acusada afirmou estar arrependida pelo que fez.
Segundo o relato da mulher, ela estava tentando recuperar um telefone celular “novinho” que havia dado para a filha e que foi furtado pelo garoto. A criança não revelou o destino do aparelho. A acusada também não se preocupou em procurar a Delegacia de Polícia Civil para registrar queixa do furto. Até o momento, não se sabe onde está o telefone.
O menino foi amarrado em uma barra de ferro junto a um poço e espancado por vários minutos. A Polícia Civil de Várzea Paulista encaminhou a criança para escuta especializada e ela passará por atendimento psicológico.
A mulher que planejou a tortura foi presa e recolhida à Cadeia Feminina de Itupeva. Sua filha, de 14 anos, foi encaminhada para uma unidade de atendimento a adolescentes infratores na Capital.
Nesta sexta-feira, as duas passarão por audiência de custódia no Fórum de Jundiaí.


