quarta-feira, 3, junho, 2026, 19:57
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Associação vai reunir guardas após Justiça suspender adicional de periculosidade

O presidente da Associação dos Servidores da Guarda Municipal de Jundiaí, Rubens Fernando da Silva, manifestou-se publicamente contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo Procurador-Geral de Justiça, que questiona o pagamento do adicional de risco de vida aos guardas municipais da cidade.

Em nota divulgada nesta quarta-feira, Rubens apresentou um parecer fundamentado em vasta jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as atribuições das Guardas Municipais e a competência dos municípios para legislar sobre assuntos de seu interesse, incluindo a possibilidade de suplementar a legislação federal e estadual no que couber.

O dirigente classista demonstrou preocupação com a tentativa de suprimir o benefício, que é pago aos guardas municipais há mais de 40 anos.

“Se nos suprimem um direito (bônus) pelo exercício da atividade perigosa em que o Guarda Municipal está sujeito ao risco de morte, também iremos decidir em Assembleia”, alertou Silva.

A declaração sugere que a categoria poderá reavaliar a realização de atividades de policiamento caso o adicional seja retirado.

“A recíproca será verdadeira”, enfatizou o presidente da associação, referindo-se à possibilidade de os guardas municipais serem esclarecidos, em assembleia, sobre as implicações de realizar o policiamento sem receber o adicional de risco de vida, devolvendo ao Governo do Estado a responsabilidade pela Segurança Pública.

Silva classificou como surpreendente a iniciativa do Procurador-Geral de Justiça.

“Causa espanto o Procurador Geral de Justiça querer reinventar a roda”, afirmou, destacando a tradição do pagamento do benefício no município.

Entenda o caso

Justiça suspende adicional de periculosidade para Guardas de Jundiaí