Menina de 8 anos tem menstruação precoce. Laudo demorou 10 horas e mobilizou a Polícia
Policiais civis, guardas municipais e equipes do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente de Jundiaí foram mobilizados na madrugada desta sexta-feira (10) para atender uma ocorrência suspeita envolvendo uma menina de 8 anos com sangramento.
O pai da criança inicialmente a levou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Várzea Paulista, que orientou a procurar pelo Hospital Universitário (HU) de Jundiaí.
Como o atendimento estava demorando e a menina apresentava melhora aparente, o pai decidiu retornar para casa.
A saída do hospital acionou um protocolo de “fuga hospitalar”, levando a Guarda Municipal a ser chamada.
A partir daí, houve mobilização da Polícia Civil e do Conselho Tutelar, devido à suspeita de possível violência contra a criança.
Atendimento e espera prolongada
Às 3h da madrugada, um médico realizou o atendimento da criança no HU.
Enquanto isso, policiais civis, guardas municipais e conselheiros tutelares permaneceram aguardando na Delegacia de Polícia Civil da Avenida Nove de Julho pelo resultado do exame médico, para confirmar ou descartar qualquer ato de violência.
De acordo com fontes do “Jornal da Região”, o laudo médico só chegou ao Plantão Policial após mais de 10 horas de espera, atestando que se tratava de menstruação precoce, condição natural que pode ocorrer em algumas meninas.
Revolta com demora
O caso gerou revolta entre os policiais e guardas municipais envolvidos, que questionaram o tempo excessivo para a liberação de um laudo médico em situação que envolvia suspeita de crime contra criança e mobilizou diversas equipes por toda a madrugada.
A menstruação precoce, também conhecida como puberdade precoce, é uma condição médica que pode ocorrer em meninas antes dos 8 ou 9 anos de idade, embora não seja comum. O diagnóstico requer acompanhamento pediátrico.
O Hospital Universitário de Jundiaí foi procurado e está apurando o caso.
A mãe da menina estava internada e por isso o pai acabou ‘correndo’ para saber o que a filha tinha.


