quinta-feira, 4, junho, 2026, 08:47
JUNDIAÍPOLÍCIA

Pais batiam em filho de 9 anos com raquete e criança tem múltiplas fraturas

Um casal foi indiciado por maus-tratos contra o filho de 9 anos na Vila Municipal, em Jundiaí. O menino apresentava hematomas recentes, múltiplas fraturas e dificuldade para andar. Segundo o boletim de ocorrência, as agressões eram recorrentes e incluíam métodos de tortura psicológica.

O caso veio à tona após uma técnica do Fórum de Jundiaí alertar conselheira tutelar sobre a situação.

A criança estava se recusando a ir à escola devido às lesões. Ao chegar ao local, a conselheira constatou que o menino apresentava hematomas na mão e na região lombar, além de sentir dor intensa.

Em depoimento, a vítima relatou que era agredida diariamente pela mãe com uma raquete e obrigada a passar as noites em posição de flexão, apenas de roupa íntima, trancada em um escritório sem alimentação adequada e sem poder dormir.

O menino também afirmou que o pai tinha conhecimento das agressões e, por vezes, participava delas.

O irmão da vítima, também menor de idade, confirmou as informações e mostrou à conselheira cicatrizes antigas de agressões.

Durante atendimento no Hospital Universitário, o menino de 9 anos reafirmou os maus-tratos, relatando que a mãe arrancava seus cabelos, apertava sua genitália e já havia quebrado uma garrafa em seu braço.

Segundo a criança, chegava a ficar até 15 dias sem tomar banho e era privada de alimentos como forma de punição.

O exame médico constatou múltiplas fraturas e alterações abdominais. O menino foi internado para observação e tratamento, com ultrassonografia agendada para esta quinta-feira (13).

As três crianças do casal – de 5, 8 e 9 anos – foram afastadas do convívio familiar e encaminhadas para acolhimento institucional.

Os pais foram indiciados com base no artigo 136 do Código Penal (maus-tratos contra menor de 14 anos) e se mantiveram calmos durante a abordagem, negando os fatos e sem demonstrar arrependimento.

O caso está sob investigação da Polícia Civil, sob responsabilidade do delegado Elvis Rodrigues Rocha.

O Conselho Tutelar aplicou medidas protetivas e as crianças permanecem sob custódia do Estado.