Estado vai ouvir população sobre melhorias no transporte regional
A Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) do Estado de São Paulo realizará em 2026 uma ampla pesquisa de mobilidade urbana na Região Metropolitana de Jundiaí. O levantamento será a etapa inicial de um cronograma que se estenderá até 2028, abrangendo todas as regiões metropolitanas paulistas.
Segundo o coordenador de Planejamento e Gestão da STM, Epaminondas Duarte Junior, em entrevista ao “Jornal da Região”, o objetivo é compreender os padrões de deslocamento da população e organizar dados sobre a mobilidade regional.
“Essas informações vão subsidiar o planejamento de políticas públicas e investimentos mais eficientes e sustentáveis, além de apoiar os municípios na elaboração de seus Planos de Mobilidade Urbana”, explicou.
A pesquisa abrangerá todos os sete municípios que compõem a Região Metropolitana de Jundiaí: Jundiaí, Louveira, Cabreúva, Itupeva, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista e Jarinu. A Prefeitura de Itatiba optou por se manter na região de Campinas.
Serão entrevistados 6 mil domicílios, e também serão utilizados dados de telefonia móvel para mapear deslocamentos intermunicipais, o que é uma grande novidade e terá impacto decisivo na coleta de dados.
Investimentos futuros
Os resultados da pesquisa vão orientar o Plano Integrado de Transportes Urbanos (PITU), que define investimentos e diretrizes de transporte para as próximas décadas. O prefeito de Jundiaí, Gustavo Martinelli, já autorizou a chinesa BYD a fazer estudo do custo do trem elétrico ligando o Centro da cidade ao Jardim Novo Horizonte. Com os dois estudos prontos, o Governo do Estado poderia entrar como parceiro no projeto com investimentos beneficiando a região toda.
De acordo com Duarte Junior, o Estado poderá direcionar recursos para diversas áreas prioritárias. No caso do prefeito Gustavo Martinelli a ideia do trem até o Vetor Oeste sairia do “papel” com facilidade com a ajuda do Governo Tarcísio de Freitas. Até um Metrô já se cogitou.
Atendendo prefeitos
Entre os possíveis investimentos do Governo do Estado na região de Jundiaí estão a ampliação e integração de modais de transporte público (o prefeito Gustavo já publicou o decreto de desapropriação de área para construção de novo terminal do Novo Horizonte).
O Estado também prevê melhorias na infraestrutura de mobilidade como corredores de ônibus, terminais e ciclovias (um dos grandes pedidos dos grupos de ciclistas de Jundiaí, que querem mais vias para facilitar mobilidade no lazer ou trabalho).
O Governo também prevê destinar recursos para sistemas de integração tarifária. Desde os tempos do antigo prefeito Walmor Barbosa Martins, na década de 90, o então secretário dos transportes Osmil Crupe falava em receber os passageiros das cidades vizinhas em terminais, para integração com o transporte coletivo municipal.
Outros pontos que o Estado pode participar é no planejamento urbano e de acessibilidade, no uso de tecnologias de gestão e monitoramento de deslocamentos, além de ações de sustentabilidade voltadas à redução de emissões de poluentes e melhoria da qualidade de vida.
Epaminondas Duarte Júnior destaca ainda que a “iniciativa representa um passo importante para o desenvolvimento regional de Jundiaí, permitindo que investimentos futuros sejam baseados em dados concretos sobre as necessidades de mobilidade da população”.
Jundiaí terá concorrência
Nos últimos meses a Prefeitura de Jundiaí promoveu audiências públicas para discutir como será o processo de contratação de empresas que vão gerenciar o transporte coletivo do município. Quando o edital for publicado, vão concorrer com a Auto Ônibus Três Irmãos, com a Viação Jundiaiense e a Viação Leme, outras empresas de transportes de passageiros. Pelos últimos históricos a Rápido Luxo Campinas venceu em Campo Limpo, em Várzea Paulista e Cabreúva.
Pessoas ligadas à atual gestão na Prefeitura de Jundiaí querem fazer um edital justo, que compense para o usuário com melhorias na qualidade dos serviços. Também há preocupação nos bastidores para evitar que entrem na cidade empresas que comprometam os serviços, evitando transtornos como os que ocorreram na Capital com influência de pessoas ligadas ao PCC.
Campinas vai para a Bolsa
A Prefeitura de Campinas anunciou recentemente que contratou a Bolsa de Valores para gerenciar o processo de licitação do transporte público de passageiros.
“A contratação da assessoria da B3 vem ao encontro da importância dessa licitação. Só demonstra a intenção do governo municipal em tornar o processo mais amplo e transparente, dando maior visibilidade à concorrência”, ressalta o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.


