quarta-feira, 3, junho, 2026, 20:17
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Eleição do Sindicato dos Servidores de Jundiaí será nesta quinta-feira

Os servidores públicos municipais de Jundiaí vão às urnas nesta quinta-feira, 27 de novembro, para escolher a nova diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos de Jundiaí (SindSerJun). A votação, que será realizada integralmente no formato digital das 8h às 17h, marca a retomada de um processo eleitoral suspenso há mais de dois meses, em meio a denúncias de irregularidades e questionamentos sobre transparência.

Três chapas disputam a direção da entidade para o próximo mandato: Chapa 1 – Atitude & Transparência, encabeçada pelo atual presidente Márcio Antônio Cano Cardona; Chapa 2 – Sindicato para Todos, liderada por Robinson Augusto Alves de Souza; e Chapa 3 – Renovação & Luta, com Isabel Cristina Soares como candidata principal.

Suspensão após incidentes em setembro

O pleito estava originalmente marcado para os dias 15, 16 e 17 de setembro de 2025, no formato presencial.

Porém, foi suspenso após o que a atual gestão classificou como “atos de violência e disparos de arma de fogo no momento da chegada das urnas no primeiro dia de votação”.

Segundo comunicado do presidente Márcio Cardona, a decisão de realizar a eleição por meio digital foi tomada “para garantir maior segurança, transparência e lisura em todo o processo eleitoral” e teria ocorrido inclusive a pedido das chapas de oposição.

O sistema de eleição digital e o novo prazo para o pleito foram aprovados em Assembleia Geral da categoria, com ata registrada em cartório, conforme determina o Estatuto Social da entidade.

Votação 100% digital

Nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, todos os servidores associados poderão votar de qualquer local, apenas acessando um link que será disponibilizado no site do SindSerJun.

A coordenação eleitoral afirma que o sistema utilizado é seguro, auditável e conta com tecnologia que impede votos duplicados, garantindo que cada servidor vote apenas uma vez.

Oposição questiona divulgação e transparência

Apesar dos anúncios da atual gestão sobre segurança e transparência no processo, a Chapa 2 – Sindicato para Todos manifestou preocupações sobre a condução do pleito e a forma como as informações têm sido divulgadas.

Em nota, Robinson Augusto Alves de Souza, candidato da Chapa 2, questionou a escolha dos veículos utilizados para divulgar a convocação da assembleia e o edital eleitoral.

“As informações sobre a eleição do Sindicato dos Servidores de Jundiaí foram publicadas em dois jornais de circulação nacional. São veículos conhecidos, mas não fazem parte do dia a dia dos servidores”, afirmou.

Segundo Robinson de Souza, enquanto conteúdos favoráveis à gestão atual aparecem em jornais locais, redes sociais e até em anúncios pagos, a convocação oficial teria sido publicada em O Estado de São Paulo e Valor Econômico, veículos que não fazem parte da rotina informacional do servidor municipal.

“Essa diferença mostra a falta de transparência e de compromisso com a ampla divulgação que um processo eleitoral deveria ter”, criticou.

O candidato também questionou quantos servidores realmente souberam da assembleia convocada e puderam participar, destacando que “a gestão do SindSerjun costuma ser lenta para atender a categoria, mas é impressionantemente rápida quando se trata de seus próprios interesses”.

Apontamentos da chapa 3
A presidenta da chapa 3, Isabel Cristina Soare, ressalta que não apoia a realização de eleições eletrônicas ou virtuais, “mesmo por que ele coloca muito mais poder nas mãos de quem já teve eleição comprovadamente maculada mais de uma vez. Nunca pedimos nada do tipo, aliás tudo o que pedimos é sempre negado. Desde prestação de contas à informações da composição de chapa da atual diretoria.”

Conhecida como Bel da Cultura, ela aponta que a atual direção suspendeu as eleições logo no primeiro dia “por perceber que não seguraria a avalanche de votos contrários a permanência dele e a impossibilidade de fraudar já que a nossa Chapa 3 conseguiu paridade na composição das mesas coletoras de voto e o acompanhamento bem de perto da Justiça no pleito. É inacreditável dizer, mas a atual gestão não permite que as outras chapas concorrentes indiquem mesários para acompanhar votação, percurso das urnas e sua vigilância nesse transporte pelos equipamentos públicos durante os dias de votação. A dita assembleia que validou esse formato inusitado de eleição (o dessa próxima quinta 27/11) foi camuflada em um dos ´Cafés dos Aposentados´. Se valeram da boa-fé e costume dos aposentados de comparecer nesse evento periódico e validar algo que não foi divulgado com a merecida transparência a todos, inclusive, à outra parcela enorme da categoria que são os ativos.”

Ela aponta ainda que a chapa 3 “sempre está a postos quando percebe essas atitudes antidemocráticas que tem o único objetivo de mantê-los no domínio do nosso sindicato. Foi assim em todo o mês das eleições físicas e vai ser agora com essa chamada de eleição com pouquíssimos dias para nos prepararmos e garantirmos participação em peso da categoria. O que desejam é uma participação bem pequena de servidor. Os elementos que demonstram os problemas na condução do sindicato são gravíssimos e requer, sobretudo, uma diligente, responsável e experiente atuação no judiciário e finalmente o SindSerJun se redemocratize.”

Versões conflitantes sobre incidentes

Sobre os episódios que motivaram a suspensão da eleição em setembro, existem versões distintas.

A atual gestão informou ter ocorrido “atos de violência e disparos de arma de fogo”.

Já a Chapa 2 nega categoricamente qualquer envolvimento em incidentes armados. “No dia da eleição, circularam notícias falsas, como a história inventada de um disparo de arma de fogo atribuído a alguém da Chapa 2. Nada disso aconteceu”, afirmou Robinson de Souza em comunicado.

A oposição também menciona “documentos oficiais que apontam irregularidades em urna identificada por oficial de justiça, envolvendo a chapa da própria administração (Chapa 1)”, além de “relatos formais de seguranças com comportamento agressivo” durante o processo eleitoral. “Mesmo diante de provocações e agressões, mantive prudência, equilíbrio e determinação responsável”, declarou Robinson de Souza, que convocou os servidores a acompanharem de perto o processo eleitoral.

Segundo material divulgado pela chapa 3, no dia da votação em setembro houveram outros incidentes além da arma sacada por integrante de outra chapa na frente do sindicato. “Muitos dos motoristas designados todos pela atual diretoria encarregados de fazer os percursos com a as urnas itinerantes entre os locais de votação tornavam-se morosos e errativos na busca do próximo ponto de votos alegando falha no GPS. Logo no primeiro dia de votação já perceberam que uma eleição com ampla participação o tirariam da entidade. A violência e o comportamento agressivo no interior no Sindicato escalou ao longo do dia ao perceberem que não tinham apoio nenhum dos servidores votantes, inclusive contra os representantes do judiciário federal que apontaram em seus relatos oficiais cárcere privado, troca de urna e um ambiente extremamente hostil e caótico. O comportamento da diretoria e da comissão eleitoral no interior do Sindicato piorou muito à medida que as urnas foram chegando muito por conta de se verem sem saída para reverter a enorme derrota que se configurava já nesse primeiro dia de votação. Primeiro anunciam que não iriam obedecer a ordem judicial de deixar as urnas pernoitarem em local indicado pela justiça – decisão conquistadas por nós da chapa 3 – e pouco depois decidem suspender o pleito administrativamente. Os Oficiais de Justiça tiveram que recorrer à uma escolta da polícia judicial para que saíssem em segurança do interior do sindicato no meio da noite”, afirmou Isabel.

Na época, apesar da mobilização da Guarda Municipal e da Polícia Militar, os envolvidos nas eleições preferiram não fazer Boletim de Ocorrência no Plantão Policial.

Aguardando decisão judicial

Robinson de Souza revelou ainda que aguarda “o avanço do Judiciário sobre essa situação que já dura mais de quatro anos”, sugerindo que questões relacionadas à gestão do sindicato estão sob análise da Justiça.

Apesar das controvérsias, a eleição segue mantida para esta quinta-feira.

Serviço:

Eleição do Sindicato dos Servidores Públicos de Jundiaí

Data: 27 de novembro de 2025 (quinta-feira)

Horário: 8h às 17h

Formato: 100% digital

Como votar: Acessar link que será disponibilizado no site do SindSerJun (www.sindserjun.com.br)

Quem pode votar: Todos os servidores públicos municipais associados ao sindicato

Chapas concorrentes:

  • Chapa 1 – Atitude & Transparência (Márcio Antônio Cano Cardona)
  • Chapa 2 – Sindicato para Todos (Robinson Augusto Alves de Souza)
  • Chapa 3 – Renovação & Luta (Isabel Cristina Soares)

 

Matéria corrigida. A data correta é quinta-feira e não quarta, como foi divulgado anteriormente.
Matéria atualizada. Posição da Chapa 3 incluída na matéria.