Mãe é presa em flagrante por agredir filho de 13 anos em Cabreúva
Uma mulher de 36 anos foi presa em flagrante por maus-tratos contra o próprio filho, um adolescente de 13 anos, em Cabreúva. A Polícia Militar foi acionada após o menor fugir de casa e buscar socorro na residência de uma líder de sua igreja evangélica.
Segundo o boletim de ocorrência, a agressão teria ocorrido depois que o adolescente comentou sobre seu desejo de começar a trabalhar como jovem aprendiz. A mãe teria se irritado com a ideia e iniciado as agressões físicas.
O caso
De acordo com o relato da conselheira tutelar que atendeu a ocorrência, o adolescente informou que a mãe se exaltou durante a conversa e passou a agredi-lo com socos e arranhões no rosto, nuca, braço e mão direita, além de chutes na perna e pisões no tornozelo. O menor contou que a agressora teria subido sobre ele na cama para continuar os golpes, mas que conseguiu empurrá-la e fugir de casa.
A líder da igreja que acolheu o adolescente relatou à conselheira tutelar que não era a primeira vez que o jovem sofria agressões. Segundo ela, já haviam sido observados hematomas anteriormente e tentativas de aconselhamento com a mãe, que não aceitou ajuda.
Atendimento e prisão
O adolescente foi levado à UPA, onde foi avaliado, medicado e liberado, apresentando escoriações leves na perna direita. A Polícia Militar localizou a mãe em seu local de trabalho, onde ela admitiu ter agredido o filho, alegando que ele estava sendo “malcriado” e que não era a primeira vez que recorria a agressões físicas.
A mulher, que é auxiliar de produção e tem outra filha de 5 anos, afirmou ter “corrigido” o adolescente com tapas e que os ferimentos foram causados pelas próprias unhas. Declarou ainda que esta seria a segunda vez que “precisou bater” no filho.
Decisão judicial
O delegado Francisco Felipe Preuss, responsável pelo caso, decretou a prisão em flagrante da mulher por crime de maus-tratos, considerando que ela se excedeu nos meios de correção e causou lesão corporal ao filho, expondo sua vida em risco.
O Conselho Tutelar determinou que o adolescente permanecesse sob responsabilidade da líder da igreja, mediante termo de responsabilidade. A responsável manifestou ainda o desejo de ingressar com pedido de guarda do menor.
O pai biológico do adolescente reside no Piauí e não mantém vínculo com o filho, segundo informações do boletim de ocorrência.


