Defesa Civil interdita a Galeria Bochino após incêndio na madrugada
A Defesa Civil de Jundiaí interditou, neste domingo (07), a Galeria Bochino, no Centro da cidade, após um incêndio que teve início por volta das 3h da madrugada. O fogo, de acordo com o Corpo de Bombeiros, começou na tradicional sorveteria de sorvete italiano que funciona no local.
O comandante da Defesa Civil, coronel João Osório Germano Gimenez, explicou que a interdição é preventiva, uma vez que o espaço é utilizado diariamente por milhares de pessoas para deslocamento entre a rua Rangel Pestana e o Calçadão da rua Barão de Jundiaí.
“Como o fogo foi intenso, o teto de reboco pode desabar ou se desprender, ferindo alguém”, alertou Gimenez.
Reformas necessárias
Além dos riscos estruturais imediatos, será necessário substituir toda a fiação de energia elétrica para evitar novos incêndios, conforme ocorreu em casos recentes de apartamentos. O local também precisará de laudos de engenheiros eletricistas e hidráulicos antes da liberação.
Gimenez destacou que “graças a Deus não houve vítimas”. O horário do incêndio coincidiu com o fechamento das lojas e o Centro vazio de pedestres.
O interior do espaço ainda apresenta forte odor de plástico queimado. Segundo o comandante, assim que forem entregues os laudos de engenheiros demonstrando que não existem mais riscos à população e aos funcionários, a interdição poderá ser suspensa, mas haverá necessidade de reforma geral.
Galeria histórica
A Galeria Bochino foi inaugurada em 1956 pelo então prefeito Vasco Venchiarutti e representou, à época, um grande marco para o comércio local, funcionando como um precursor dos shoppings centers. Abrigava escritórios, loja de discos de vinil, de roupas e tecidos.
Em 1972, foi aberta a sorveteria que se tornou famosa pelo sorvete italiano de máquina, provocando filas e grande movimento. O produto foi considerado patrimônio imaterial de Jundiaí pela Câmara Municipal.
Atualmente, das 13 lojas disponíveis na galeria, seis estavam em funcionamento.
Desvio necessário
Enquanto a interdição perdurar, os milhares de pedestres que utilizavam a galeria como passagem deverão fazer o percurso alternativo pelo Calçadão do Largo São José, em direção à Catedral.


