Homem é preso em flagrante por tentativa de agressão, racismo e homofobia em Cabreúva
Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil na madrugada deste domingo após tentar agredir a companheira e proferir ofensas racistas e homofóbicas contra a cunhada, em Cabreúva. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial da cidade.
Segundo informações da Guarda Municipal, que atendeu a ocorrência inicialmente relatada como violência doméstica, o suspeito, de 38 anos, técnico em mecânica, estava embriagado quando iniciou uma discussão com a companheira, de 32 anos. Testemunhas relataram que ele avançou contra a mulher tentando esmurrá-la, mas a irmã dela conseguiu intervir e impedir a agressão.
As duas mulheres e duas crianças, filhos do casal, se refugiaram em um dos quartos da residência. O agressor, em estado de fúria, chegou a quebrar a porta do cômodo. A situação só foi controlada com a chegada da Guarda Municipal, acionada pelas vítimas.
Durante o episódio, o homem também teria proferido ofensas de cunho racista e homofóbico contra a cunhada, chamando-a de “negrinha” e “favelada”, além de fazer comentários preconceituosos sobre a orientação sexual dela. Em depoimento à polícia, a vítima, de 28 anos, confirmou ter sido alvo de injúria racial e homofobia.
A companheira do suspeito, que relatou ser vítima de violência doméstica há cerca de quatro anos, informou que já havia registrado boletim de ocorrência anterior em Minas Gerais por ameaças. Ela declarou à autoridade policial que teme pela própria segurança e solicitou medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
Em interrogatório na delegacia, o homem admitiu ter chamado a cunhada pelos termos ofensivos e confirmou ter quebrado a porta da residência, alegando que “a casa é dele” e que “ninguém pode impedi-lo de acessar os cômodos”. Sobre a tentativa de agressão contra a companheira, afirmou não se lembrar dos fatos, justificando que havia consumido bebida alcoólica.
O delegado Elvis Rodrigues Rocha decretou a prisão em flagrante delito do suspeito por tentativa de lesão corporal no contexto de violência doméstica (artigo 129, § 13º do Código Penal, combinado com a Lei Maria da Penha) e injúria racial (artigo 2º-A da Lei 7.716/89). A fiança foi negada em razão do contexto de violência doméstica e ameaça à integridade física da vítima. Um inquérito policial foi instaurado para apurar os fatos.


