Após sexo e drogas, mulher morre em Campinas. Companheiro foi preso
Um homem de 27 anos foi preso em flagrante após a morte de sua companheira, de 36 anos, em uma residência no Conjunto Habitacional Villa Reggio, em Campinas. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Campinas e envolve suspeita de uso de drogas, histórico de violência doméstica e investigação de possível feminicídio.
A Polícia Militar foi acionada via COPOM para apoiar equipes do SAMU que atendiam uma ocorrência de morte suspeita. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito do lado de fora da residência, visivelmente alterado e sob efeito de entorpecentes, enquanto o SAMU já estava no interior do imóvel, onde constatou o óbito da vítima.
De acordo com o boletim de ocorrência, o corpo foi encontrado sem roupas, com hematoma na região do pescoço e ausência de uma unha, o que causou estranheza.
O perito que esteve no local informou preliminarmente não haver sinais evidentes de morte por violência, ressaltando a necessidade de laudos necroscópico e toxicológico do Instituto Médico Legal (IML) para definir a causa mortis.
Relato contraditório e uso de drogas
Em interrogatório formal, o suspeito afirmou que, após consumir drogas e manter relações sexuais com a companheira durante a madrugada, encontrou uma foto antiga no celular dela que o deixou “chateado”.
Ele negou ter havido briga física e alegou ter adormecido por curto período, acordando ao perceber a vítima “se cortando” com uma faca e um pedaço de vidro de garrafa quebrada.
Segundo o depoimento, a mulher teria ingerido entre quatro e cinco comprimidos de MDMA (conhecido como “bala” ou “ecstasy”), passando a apresentar grave mal-estar.
O homem relatou ter tentado socorrê-la com água com açúcar, banho e manobras de respiração, acionando o SAMU em três ocasiões. Na terceira ligação, segundo ele, já não conseguia sentir os batimentos cardíacos da vítima.
Testemunhas relatam relacionamento conturbado
Três testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o casal mantinha um relacionamento marcado por ciúmes excessivo, monitoramento constante do celular da vítima e intimidação emocional. As amigas da mulher confirmaram que houve consumo de drogas na residência durante a madrugada e que o suspeito ofereceu entorpecentes às presentes, inclusive tentando colocar MDMA na boca de uma delas, que recusou.
Uma amiga íntima da vítima declarou que ela vinha tentando encerrar o relacionamento havia meses devido ao comportamento controlador do companheiro, afirmando que ele já teria insinuado que “poderia matá-la” caso encontrasse mensagens que não lhe agradassem.
A testemunha ressaltou ainda que a vítima não apresentava histórico de depressão ou ideação suicida e demonstrava entusiasmo com o curso de comissária de bordo que começaria no dia seguinte ao óbito.


