Homem é preso em flagrante por agredir companheira grávida em Jundiaí
Um homem de 41 anos foi preso em flagrante na madrugada desta terça-feira (27) acusado de agredir a companheira, que está grávida, em uma residência, em Jundiaí.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada via 190 para atender um caso de violência doméstica. No local, os policiais encontraram a vítima, de 24 anos, e o suspeito em visível estado de embriaguez.
De acordo com o relato da vítima, o casal havia saído durante a noite e, ao retornarem para casa, o homem iniciou uma discussão motivada por ciúmes.
A situação escalou para agressões físicas: ele desferiu dois socos no rosto da mulher, causando sangramento na boca, além de puxões de cabelo, empurrões e chutes na região das coxas, mesmo sabendo que ela está grávida.
Além das agressões físicas, o suspeito também proferiu ameaças graves.
Segundo a vítima, ele afirmou que iria “pegar uma faca, esperar ela dormir e cortar seu pescoço”. A mulher relatou ainda que xingamentos como “vagabunda” e “piranha” foram proferidos durante o episódio.
Histórico de violência
A vítima revelou que não foi a primeira vez que sofreu agressões do companheiro, com quem mantém relacionamento há cinco meses.
Em ocasião anterior, ele teria desferido um golpe de faca em seu braço.
A mulher também relatou que, quando alcoolizado, o homem costuma ter alucinações e se torna violento, batendo a cabeça dela contra a parede e apertando seu pescoço.
Segundo a investigação, o suspeito possui extensa ficha criminal, incluindo um registro de medidas protetivas de urgência contra outra companheira em 2021 e condenação em 2007.
Prisão preventiva
Após o atendimento da ocorrência, o homem foi encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo para receber atendimento médico por um ferimento na orelha e, em seguida, conduzido ao plantão Policial de Jundiaí.
O delegado Andre M. de Mello Silveira decretou a prisão em flagrante do suspeito pelos crimes de lesão corporal qualificada pela violência doméstica e ameaça, ambos previstos na Lei Maria da Penha.
A autoridade policial também representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, argumentando a necessidade de garantir a ordem pública, a segurança da vítima e a execução de medidas protetivas de urgência.
Durante o interrogatório, o indiciado optou por exercer o direito de permanecer em silêncio. Foi requisitado exame de corpo de delito para comprovar as lesões sofridas pela vítima.
O caso será encaminhado à Justiça para análise da manutenção da prisão e eventual concessão de medidas protetivas em favor da vítima.


