Polícia Civil prende 12 criminosos do “Golpe do Advogado”
A Polícia Civil do Estado de São Paulo prendeu 12 pessoas ligadas à quadrilha do “Golpe do Advogado” e recuperou R$ 100 milhões.
Por meio do DEIC — Departamento Estadual de Investigações Criminais —, em atuação conjunta com o Ministério Público, através do GAEPP — Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial —, deflagrou nesta terça-feira (24) a Operação Fim da Fábula, com ações simultâneas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Ao final do dia, 12 pessoas haviam sido presas.
A operação, conduzida pela 6ª Delegacia de Facções e Lavagem de Dinheiro, vinculada à DISCCPAT — Divisão de Investigação sobre Crimes contra o Patrimônio —, mobilizou 400 policiais e promotores de Justiça para o cumprimento de 53 mandados de prisão temporária e 120 mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de contas bancárias e de bens móveis e imóveis dos investigados.
Quadrilha Especializada em Golpes Digitais
Os alvos são integrantes de uma associação criminosa voltada à prática de fraudes eletrônicas e estelionato digital, com investigação que se estende ao crime de lavagem de capitais.
Entre as modalidades apuradas estão o golpe do INSS, o golpe do falso advogado e o golpe da mão fantasma — esquemas que se valem inclusive de plataformas de apostas (bets) e fintechs para clonar chaves Pix de vítimas.
Patrimônio Bilionário na Mira
O GAEPP do Ministério Público de São Paulo identificou ao menos 36 imóveis em nome dos investigados — incluindo propriedades registradas em laranjas e empresas de fachada —, além de centenas de veículos automotores e embarcações.
A 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital determinou o bloqueio judicial de até R$ 100 milhões por conta nas 86 contas correntes de pessoas físicas e jurídicas identificadas.
Abrangência das Buscas
As diligências foram realizadas em múltiplos municípios. Em São Paulo: capital, Ferraz de Vasconcelos, Arujá, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, São Bernardo do Campo, Santo André, São José do Rio Preto, Praia Grande, São Vicente, Atibaia e Guarulhos.
Em Minas Gerais: Capitólio, Belo Horizonte e Nova Lima. No Distrito Federal: Brasília.
A operação contou ainda com o apoio do DEMACRO, DEINTER 5 e DEINTER 6 de São Paulo, além das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal.


