quarta-feira, 3, junho, 2026, 06:22
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Motorista de aplicativo foi morto por R$ 330,00 e ladrões levaram ainda celular da vítima (FOTO)

A integração entre a Polícia Civil e a Polícia Militar resultou na prisão em flagrante de um indivíduo de 24 anos, apontado como um dos autores do latrocínio que vitimou o motorista de aplicativo Luís Vieira de Andrade (foto), entre a noite de 22 e a madrugada de 23 de fevereiro, no bairro Ivoturucaia, em Jundiaí.

Luís era morador do bairro da Vila Hortolândia, em Jundiaí. Ele tinha 28 anos. Amigos informaram ao “Jornal da Região” que ele era amoroso com a família, dedicado ao trabalho e até pensava em fazer um curso para aprender a dançar.

 

Desde o momento em que o crime foi constatado, equipes das duas instituições iniciaram diligências ininterruptas, compartilhando informações, cruzando dados e realizando ações coordenadas na região.

Dois motoristas roubados

Graças a esse trabalho conjunto, foi possível identificar que o latrocínio tinha relação direta com um roubo ocorrido dias antes, em 17 de fevereiro, também praticado contra motorista de aplicativo e que envolveu agressão com faca e transferência via PIX para conta em nome do investigado.

PM e Civil juntas

Na manhã desta quarta-feira (25) uma equipe da Polícia Militar, em patrulhamento pela área de residência do suspeito, conseguiu localiza-lo e aborda-lo.

Com ele foram encontrados dois celulares — um deles, Xiaomi, identificado como pertencente à vítima — além de R$ 50,00, quantia que o próprio detido admitiu ter subtraído no crime. Ele gastou o restante. O motorista Luís tinha em seu bolso a quantia de R$ 330,00.

Durante a abordagem, o suspeito confessou participação tanto no roubo do dia 17/02 quanto no latrocínio que vitimou Luís.

Ele também revelou ter atuado em companhia de um comparsa, que está sendo procurado pela Polícia.

Diante da materialidade e da continuidade das diligências que se estenderam de forma ininterrupta por três dias, a Autoridade Policial declarou a prisão em flagrante impróprio, nos termos do art. 302, III, do Código de Processo Penal, com imediata representação pela conversão em prisão preventiva.

O delegado Roberto Souza Camargo Júnior, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) explicou que esse tipo de prisão é fundamentado na Justiça, como se fosse uma espécie de continuidade do flagrante.

O delegado também comentou que os investigadores trabalharam direto, se dedicando a esclarecer o caso o mais rápido possível. Ele destacou o importante papel da equipe do 49º Batalhão da Polícia Militar.