Polícia Civil fecha cassino virtual com membros em várias cidades do Interior
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação contra lavagem de dinheiro e jogos de azar na região de Piracicaba.
A ação visa desarticular uma organização criminosa envolvida na exploração de jogos online, estelionato e lavagem de capitais. Ao todo, 12 pessoas com idades entre 20 e 32 anos, são investigadas.
Agentes do Setor de Combate à Corrupção, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba identificaram uma rede estruturada de influenciadores digitais que utilizavam perfis com grande alcance em redes sociais para promover plataformas de cassinos virtuais não regulamentadas.
Segundo as investigações, os suspeitos induziam seguidores ao erro ao exibir ganhos fictícios e ostentar valores em espécie, captando recursos por meio de links. A estrutura apresentava clara divisão de tarefas, habitualidade e padronização de condutas ilícitas.
Com base no trabalho policial, foram expedidos mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente em 20 endereços nas cidades de Piracicaba, Capivari, São Pedro, Americana, Limeira e Cordeirópolis, durante ações da Operação Tiger III. Ao todo, foram apreendidos seis carros, duas motos, joias, dinheiro em espécie e dispositivos eletrônicos que serão periciados.
“Nosso foco principal é combater o estelionato e a lavagem de dinheiro, protegendo a economia popular contra fraudes operadas por essas plataformas não regulamentadas. A investigação agora entra em uma fase crítica, avançando diretamente para o hub financeiro que sustenta a infraestrutura da organização criminosa. Este hub é composto por uma rede de fintechs e facilitadoras de pagamento que atuam como a ponte entre os apostadores, os influenciadores e as plataformas de jogos ilegais”, explicou o delegado da Deic de Piracicaba, Ivan Luis Constâncio.
A operação mobilizou policiais civis de todo o Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter) 9, incluindo equipes da DIG, DISE, DHPP e GOE, com apoio das Delegacias Seccionais de Americana, Limeira, Piracicaba e Rio Claro.
A fase anterior da operação, foi responsável por identificar o modelo operacional dos criminosos, que consiste em: atração baseada em mentiras, gerenciamento de pirâmide e escoamento através de gateways obscuros. Porém, a análise telemática revelou que a célula de Piracicaba é apenas uma engrenagem. A estrutura criminosa atua de forma interconectada, multiplicando plataformas e influenciadores. A Polícia identificou o montante de R$ 2,2 milhões e analisou a origem.
As investigações prosseguem para identificar o fluxo financeiro da organização e os beneficiários finais da lavagem de dinheiro.
O caso foi registrado como cumprimento de mandado de busca e apreensão e localização/apreensão de veículo no SECCOLD da Deic de Piracicaba.


