quarta-feira, 22, julho, 2026, 00:13
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Procon de Jundiaí divulga lista das empresas e lojas com maior número de reclamações

O Procon de Jundiaí divulgou o Cadastro de Reclamações Fundamentadas referente ao exercício de 2025, levantamento obrigatório previsto no artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90). Ao longo do ano passado, foram registradas e finalizadas 6.433 reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços — número que não inclui consultas e pedidos de informação, que, somados, ultrapassam 10 mil atendimentos. Em 2025 tivemos queixas contra 1.503 empresas só em Jundiaí.

O banco BMG S.A. liderou o ranking das empresas mais reclamadas em Jundiaí em 2025, com 260 ocorrências. A principal causa das queixas foi o desconto indevido em benefícios previdenciários, especialmente empréstimos consignados e mensalidades cobradas de aposentados e pensionistas do INSS sem autorização.

A instituição encabeça uma lista dominada por empresas do setor financeiro: das dez mais reclamadas, cinco são bancos — BMG, Bradesco, Santander, Mercantil e Caixa Econômica Federal.

As operadoras de telecomunicações também figuram com destaque. Grupo Claro, Vivo e TIM completam o top 10, com reclamações concentradas em cobranças por serviços não contratados, contratos cancelados, multas rescisórias e dificuldade de contato com os canais de atendimento.

A lista ainda inclui o Grupo Casas Bahia/Ponto Frio/Extra, na área de produtos, e a CPFL, concessionária de energia elétrica, na categoria de serviços essenciais.

No caso da CPFL, o relatório aponta que qualquer evento climático — chuvas, ventos ou fenômenos similares — gera onda de reclamações de consumidores insatisfeitos com a demora no restabelecimento do fornecimento de energia elétrica. O “Jornal da Região” trouxe ao longo dos últimos meses uma série de problemas enfrentados pelos clientes da CPFL Piratininga.

Fraudes pela Internet

Outro ponto de atenção identificado pelo Procon, segundo o diretor Marcelo Canale, foi o crescimento de fraudes no comércio eletrônico.

O padrão mais comum envolve ofertas realizadas via Instagram, WhatsApp e sites sem domínio “.com.br”: após o pagamento, o consumidor é bloqueado pelo suposto fornecedor, sem possibilidade de identificação ou comunicação.

Apesar do volume elevado de reclamações, o relatório destaca que as empresas de telefonia e internet apresentam os maiores índices de resolutividade após receberem as notificações do Procon — o que demonstra, segundo o órgão, que boa parte dos problemas poderia ser resolvida diretamente pelos próprios SACs das empresas, sem chegar ao órgão de defesa do consumidor.

O diretor do Procon de Jundiaí, Marcelo Canale, reforça essa perspectiva.

“As empresas precisam investir em canais de comunicação eficientes e criar mecanismos internos de solução antes que as demandas cheguem até o Procon”, afirmou.

Para Canale, a simplicidade de boa parte das reclamações — como cobranças de serviços não solicitados — evidencia que há espaço para que os fornecedores resolvam os conflitos sem necessidade de intervenção do órgão regulador.

O Cadastro de Reclamações Fundamentadas é publicado anualmente na Imprensa Oficial do município e está disponível no site do Procon de Jundiaí (procon.jundiai.sp.gov.br).

O ranking segue ordem classificatória do maior para o menor volume de reclamações e serve tanto como ferramenta de orientação para o consumidor quanto como instrumento de pressão para que os fornecedores aprimorem o atendimento.

 

Ranking resumido

Posição Empresa Reclamações
Banco BMG S/A 260
Claro S.A. 242
Telefônica Brasil S/A 241
Banco Bradesco S.A 151
Tim S.A. 148
Grupo Casas Bahia S.A 122
Banco Santander (Brasil) S.A 118
Banco Mercantil do Brasil S/A 111
Caixa Econômica Federal 108
10º Companhia Piratininga de Força e Luz 106