quarta-feira, 3, junho, 2026, 22:37
ESPORTES

Vini Jr vê “peso da camisa” como trunfo do Brasil na Copa

Um Vini Jr mais leve, sorridente e motivado concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (25), na cidade de Orlando (EUA), para falar do seu momento profissional e de suas expectativas para o amistoso da Seleção Brasileira contra a França, nessa quinta-feira, às 17 horas (horário de Brasília), em Boston, e também sobre a proximidade da Copa do Mundo.

Ele disse que o Brasil não pode ser considerado como um dos favoritos para a Copa do Mundo, em razão do ciclo atípico da Seleção desde a última Copa, mas lembrou que o “peso da camisa” amarelinha não pode ser desprezado.

“Acredito que a Seleção não é a favorita pelos resultados que tivemos. Mas o peso da camisa, peso dos jogadores que temos aqui … Só faltava encaixar. Depois que o Ancelotti chegou, a gente tem uma ideia melhor de jogo. Ele tira muito o peso de nós. É fazer tudo para colocar o Brasil no topo mais uma vez. A gente não quer o favoritismo, quer o topo.”

Vini Jr comentou sobre sua fase no Real Madrid, admitindo que está no “momento mais feliz” no clube.

“Não ligo muito para o que as pessoas falam. Eu sei do meu trabalho e como me dedico para a Copa do Mundo. É onde todos os jogadores querem estar. Sobre a minha fase, eu sempre tento fazer o meu melhor, fazendo gols, assistências.”

Ele disse ainda que o ataque da Seleção está recheado de grandes jogadores, todos em condições de ajudar bastante a Seleção a fazer uma grande campanha no Mundial.

“Imagino que todo mundo queira que eu seja um dos protagonistas. Estou preparado para todos os desafios da minha carreira. Já joguei uma Copa do Mundo, não quero voltar a perder. Tenho trabalhado muito em casa, não quero lesionar. Tem o Raphinha, tem o João Pedro. Os mais novos que estão chegando, Endrick, Estêvão. Está todo mundo preparado. A gente pode decidir o jogo em uma bola parada. É assim que se ganha uma Copa do Mundo”, declarou Vini Jr.

Equilíbrio
Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (25), em Orlando (EUA), o técnico Carlo Ancelotti ressaltou a importância do amistoso da Seleção Brasileira contra a França, nessa quinta-feira, às 17 horas (horário de Brasília), em Boston. Disse que seu modelo de time é formado por quatro atacantes e deixou claro que quer a Seleção com algumas características bem alinhadas: equilíbrio, atitude e qualidade.

“Nestes meses eu tenho pensado qual é o melhor modelo de jogo para a equipe, tendo em conta as características dos jogadores. Pensamos que o modelo de jogo que queremos planejar é com quatro na frente. Contra a França, um teste importante, queremos jogar uma boa partida, controlando o jogo, tentar defender bem, que é muito importante, ter equilíbrio e jogar bem com a bola, mostrar a qualidade que os quatro da frente têm”, declarou.

Ele adiantou que Marquinhos não atuará, por causa de dores na região do quadril, e que espera contar com ele no amistoso seguinte, contra a Croácia, dia 31. Ancelotti driblou bem as perguntas sobre a escalação da Seleção para o clássico dessa quinta com a França, mas abriu exceção ao revelar o nome de três dos quatro defensores que vão estar em campo para o duelo com os franceses: Wesley, Léo Pereira e Douglas Santos. Falta, portanto, um para compor a zaga.

“Temos três zagueiros novos: Léo Pereira, Bremer e Ibañez, e queremos avaliar. Não tanto a condição física, mas como eles estão dentro do grupo. Obviamente, todos os três têm qualidades para estar na Copa do Mundo. Na Copa, vamos trazer quatro ou cinco zagueiros, tendo em conta que um desses zagueiros pode, em algum jogo, jogar como lateral-direito.”

Sobre a lista extensa de desfalques da Seleção, em razão de lesões musculares, em sua maioria, Ancelotti afirmou que o problema atinge também outras seleções.

“É um momento assim da temporada (a respeito da quantidade de lesões). É uma Data Fifa complicada para todos. Para nós, é um teste importante, contra uma equipe que pode ser favorita na Copa. Queremos mostrar uma boa atitude e qualidade.”

Ele elogiou a França e citou a força de Mbappé, que vai merecer atenção especial. “São jogadores que todo mundo conhece. Jogadores muito fortes, com muita qualidade. Mbappé marcou muitos gols ano passado. Agora é um rival. Temos que defender bem contra ele. É um jogador muito rápido, com qualidade, muito efetivo na finalização. A França é uma equipe de qualidade em todos os aspectos. Tem qualidade na frente, velocidade. É muito importante para a Seleção jogar com equilíbrio. Depois, estamos focados na qualidade da nossa equipe que é muita. Brasil também pode jogar em contra-ataque, com posse de bola e pode jogar muito bem.”