quinta-feira, 11, junho, 2026, 00:52
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Contas de luz da CPFL têm reajuste de quase 10%

GABRIELA CECCHIN

(FOLHAPRESS) – A conta de luz dos clientes atendidos pela CPFL Paulista (Companhia Paulista de Força e Luz) ficará mais cara após aprovação de novos valores pela diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), em decisão tomada nesta quarta-feira (22).

Para consumidores residenciais, o reajuste será de 9,15%. Considerando todas as categorias atendidas pela distribuidora, o impacto médio estimado é de 12,13% nas tarifas.

A mudança vale para mais de 5 milhões de unidades consumidoras distribuídas em 234 municípios do estado de São Paulo, incluindo cidades do interior e do litoral. Os novos valores passam a vigorar depois da publicação da decisão no Diário Oficial da União.

Os índices de reajuste variam dependendo do perfil de consumo:
– Residências: aumento médio de 9,15%
– Consumidores em baixa tensão (casas e pequenos comércios): alta média de 9,25%
– Consumidores em alta tensão (indústrias e grandes empresas): aumento médio de 18,75%

O valor final, porém, varia conforme o consumo mensal e a bandeira tarifária vigente.

O efeito médio da alta tensão, de acordo com a Aneel, refere-se às classes A1 (maior ou igual a 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (residencial e subclasse residencial baixa renda), B2 (rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural), B3 (industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (iluminação pública).

Segundo a agência reguladora, o aumento aprovado foi parcialmente reduzido por um mecanismo chamado diferimento tarifário. Esse recurso permite adiar parte dos custos para reajustes futuros, diminuindo o impacto imediato nas contas atuais.

O reajuste anual ocorre mesmo em anos sem revisão completa do contrato das distribuidoras. Nesse processo, são atualizados principalmente custos com compra de energia, despesas com transmissão, encargos que financiam políticas públicas do setor elétrico e correção pela inflação prevista no contrato. Esses fatores são repassados ao consumidor por meio da tarifa.

A CPFL Paulista diz que os principais fatores que contribuíram para o reajuste tarifário deste ano foram o aumento dos custos não gerenciáveis do setor elétrico, especialmente os encargos setoriais, a elevação dos custos de transmissão com a atualização das receitas das transmissoras e o aumento no custo de compra de energia, decorrente da atualização de contratos.

“Por outro lado, houve efeitos de moderação no reajuste, como a redução da Parcela B (influenciada pelo IGP-M negativo) e componentes financeiros que ajudaram a amenizar o impacto final ao consumidor”, diz. A companhia faturou cerca de R$ 25,5 bilhões em 2025.