Menor envolvido em estupro coletivo foi apreendido em Jundiaí
(UOL/FOLHAPRESS) – A Polícia Civil faz buscas pelo quarto adolescente suspeito de envolvimento em estupro coletivo de duas crianças na região do Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo. Três adolescentes foram apreendidos. Um deles estava em Jundiaí e outros dois, na capital.
A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) informou que as investigações prosseguem e que agentes ainda procuram pelo quarto adolescente suspeito.
Único adulto suspeito de envolvimento no caso, ele foi preso pela Polícia Civil da Bahia na cidade de Jequié e será transferido para São Paulo, segundo a SSP.
Relembre o caso
Abuso sexual contra as crianças foi gravado e compartilhado pelos criminosos. O crime foi denunciado à polícia após a divulgação dos vídeos nas redes sociais. O caso aconteceu no bairro União de Vila Nova, na região conhecida como Jardim
Pantanal, em 21 de abril, mas só foi registrado três dias depois, na última sexta-feira, segundo a Polícia Civil.
Vítimas vivem em situação de vulnerabilidade, informou o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa. Elas foram identificadas com a ajuda do Conselho Tutelar e passaram por atendimento médico, mas já receberam alta.
Segundo Rosa, a criança de 10 anos, sua mãe e sua avó foram levadas a um abrigo da prefeitura. A criança mais nova, a mãe e seus dois irmãos foram para a casa de um familiar em uma cidade vizinha.
As identidades dos suspeitos não foram divulgadas. Um dos motivos é preservar as vítimas e outro é que a maioria deles é adolescente. O caso está a cargo do 63º DP, da Vila Jacuí.
Os agressores gravaram o estupro de vulneráveis e compartilharam as imagens em uma rede social. Em um dos vídeos, de 63 segundos, as crianças choram, gritam e falam ao menos nove vezes “para” e cinco vezes “eu não quero”. Enquanto isso, os violadores riem, insistem no ato e agridem as vítimas.
As vítimas estão sendo acompanhadas pelo Conselho Tutelar de São Miguel Paulista, por assistentes sociais e profissionais de saúde e pelo Projeto Bem-Me-Quer, programa de acolhimento do governo estadual a vítimas de violência sexual. Ao Estadão, o prefeito Ricardo Nunes(MDB) definiu o caso como “terrível”.
Como denunciar violência
Caso a vítima tenha sofrido violência sem ferimentos graves ela pode recorrer imediatamente a Delegacia da Mulher, se existir essa unidade em seu município, ou a delegacia de Polícia Civil, para registrar o boletim de ocorrência.
Quando houver ferimentos graves, com necessidade de pronto atendimento, a unidade de saúde ou hospital deverá fazer o encaminhamento ou orientar a paciente para que procure a delegacia de polícia. Na maioria dos casos com internamento, o próprio hospital confirma a violência e avisa a Polícia Civil.
Disque 190
Deve ser acionado em caso de flagrante ou em que a situação de violência esteja ocorrendo naquele momento.
Disque 181
Pode ser usado para denunciar anonimamente a violência. As informações serão conferidas pela polícia.


