Jundiaí faz campanha de conscientização para respeito às vagas de deficientes
A Praça da Catedral, na Rua Naim Miguel, no Centro de Jundiaí, é palco, nesta terça-feira (05), de uma ação educativa voltada a conscientizar motoristas sobre o uso indevido das vagas reservadas a pessoas com deficiência (PcD) e mobilidade reduzida.
A campanha “É Só Por 1 Minutinho”, dentro do “Maio Amarelo”, promovida pela Prefeitura de Jundiaí por meio da Secretaria de Trânsito, foi programada para ser realizada das 8h às 12h e busca mostrar, na prática, os transtornos causados por quem ocupa essas vagas mesmo que por alguns instantes — e sem o direito legal de fazê-lo.
O nome da iniciativa faz referência direta à justificativa mais comum usada por motoristas flagrados no estacionamento indevido: a de que ficariam “só um minutinho”.
O argumento, porém, ignora que qualquer ocupação irregular da vaga priva a pessoa com deficiência de um direito garantido por lei — e pode impedi-la de sequer sair do veículo ou acessar o local que deseja.
O impacto é maior do que parece. Uma vaga especial ocupada de forma indevida pode impedir que uma pessoa cadeirante consiga abrir completamente a porta do carro e montar ou desmontar a cadeira de rodas, que utiliza o espaço lateral alargado dessas vagas.
O mesmo vale para idosos com mobilidade reduzida, gestantes e outros grupos com necessidades específicas de acessibilidade.
O “minutinho” de quem estaciona ilegalmente pode significar longos minutos de espera — ou a impossibilidade total de realizar uma tarefa simples do cotidiano — para quem tem direito à vaga.
Do ponto de vista legal, estacionar em vaga reservada sem o credencial de identificação é infração de trânsito de natureza grave, prevista no artigo 181, inciso XI, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A penalidade inclui multa de R$ 195,23, acréscimo de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e, conforme o caso, remoção do veículo ao pátio de guincho.
A Secretaria de Trânsito reforça que o respeito às vagas especiais não é apenas uma obrigação legal, mas um gesto essencial de cidadania e empatia com quem depende desses espaços para exercer sua autonomia e participar da vida em sociedade.


