sábado, 4, julho, 2026, 00:31
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Prefeitura propõe reajuste de 4,5% para servidores municipais

A Prefeitura de Jundiaí encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei que concede reajuste de 4,5% nos vencimentos, salários, funções de confiança, gratificações, aposentadorias e pensões dos servidores públicos municipais.

A votação está prevista para terça-feira, dia 19. Os efeitos financeiros retroagem a 1º de maio de 2026.

O índice aplicado corresponde à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada entre maio de 2025 e abril de 2026, respeitando a data-base de 1º de maio fixada pela Lei Municipal nº 7.270, de 2009.

O reajuste abrange também os servidores das autarquias e fundações municipais e os integrantes do Quadro Especial previsto na Lei nº 7.827/2012, além dos aposentados.

Auxílio Alimentação

Além da correção salarial, o projeto eleva o valor do auxílio-alimentação de R$ 1.145 para R$ 1.300 — reajuste de 13,53% sobre o benefício.

O novo valor passa a valer a partir de 1º de maio e também incide sobre a parcela adicional paga anualmente em novembro, conforme a Lei nº 8.443/2015.

O impacto financeiro total estimado para 2026 é de R$ 81,1 milhões, distribuídos entre a administração direta, autarquias e Câmara Municipal.

Segundo a Estimativa de Impacto Orçamentário-Financeiro assinada pelo secretário municipal de Finanças, Lucas Marques Lusvarghi, o aumento de despesas será absorvido pelas reservas orçamentárias já existentes, sem comprometer o equilíbrio fiscal do município.

O projeto foi proposto pelo prefeito Gustavo Martinelli.

Servidores de Louveira continuam em greve

Já em Louveira os servidores públicos continuam com movimento grevista e realizaram, na noite de sexta-feira (15) manifestação durante a Festa da Uva.

Segundo o Sindicato da categoria de Louveira foi protocolada uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura e o prefeito, Paulo Alberto Finamore. A medida no Tribunal de Justiça denuncia omissões da atual gestão relacionadas aos pedidos de aposentadorias de servidores e outras questões de revisões salariais.

A Prefeitura tem alegado que não possuí “caixa” para bancar a folha de pagamentos com aumentos salariais, propondo reajuste zero.