Escola Conde do Parnaíba conquista Selo Diamante, o mais alto da Educação
Os professores, funcionários e alunos da Escola Estadual Conde do Parnaíba, na rua Barão de Jundiaí, no Centro da cidade, estão comemorando. O colégio conquistou o Selo Diamante, o mais alto da Educação no Estado de São Paulo.
O professor de Matemática, Bruno Carmo De Sá, destaca que muito mais do que ensinar, o Conde assumiu compromisso com a qualidade e o reconhecimento chegou por meio desse selo. São poucas as escolas que conseguem algo do gênero.
“Essa conquista reforça o compromisso do Conde com uma educação pública de qualidade, transformando vidas por meio do conhecimento, da dedicação e do trabalho coletivo.”, disse ao “Jornal da Região”.
História
Há 120 anos, um decreto assinado pelo então presidente do Estado de São Paulo, Dr. Jorge Tibiriçá, dava vida ao Grupo Escolar Conde do Parnaíba, na Rua Barão de Jundiaí, no Centro de Jundiaí.
Desde então, o que era um pioneiro da educação pública jundiaiense jamais parou de funcionar. E em 2026, ao completar seu primeiro século e duas décadas de existência, a escola chega ao aniversário com o reconhecimento mais alto que uma escola pública paulista pode receber: o selo diamante.
A trajetória do Conde começa numa Jundiaí ainda da República Velha.
Instalado oficialmente em 14 de junho de 1906, o grupo escolar nasceu graças ao empenho do Coronel Boaventura Mendes Pereira — que doou o terreno para a construção e articulou politicamente a criação da escola —, mas declinando de emprestar seu nome ao estabelecimento e indicando como patrono o Conde do Parnaíba, figura da história colonial paulista.
O prédio atual, projetado pelo arquiteto Mauro Álvaro e ocupado em 1923, distribui dois pavimentos com doze salas de aula e carrega traços neobarrocos nas beiras, frontões e adornos que marcaram o padrão construtivo escolar da época.
Tanto valor histórico que, em 2010, o edifício foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo — o Condephaat —, sendo inscrito no Livro do Tombo Histórico sob o número 377.
O Conde é, portanto, patrimônio material não apenas da cidade, mas de todo o Estado.
Ao longo dos 120 anos, a escola atravessou mudanças de nome, de níveis de ensino e de configuração.
Em 1969, recebeu a anexação do 2º Ginásio Estadual de Jundiaí.
Em 1976, passou a denominar-se Escola de 1º Grau Conde do Parnaíba.
Em 1983, instalou o curso de 2º Grau.
E em 2012, tornou-se uma das primeiras escolas do Estado a integrar o Programa de Ensino Integral — o PEI —, ampliando sua jornada das 8h às 17h e consolidando um modelo de dedicação exclusiva que hoje atende mais de 400 estudantes do ensino médio.
Dentro de seus muros, guarda ainda um museu com móveis originais da época de sua fundação, documentos que datam de 1906, troféus e objetos que contam, peça por peça, a história de gerações de jundiaienses que ali aprenderam a ler, escrever, calcular e sonhar.
E os sonhos continuam sendo realizados.
No ano passado, mais de 20 estudantes da escola foram aprovados em universidades públicas por meio do Provão Paulista — acesso garantido pelo bom desempenho no Saresp, o exame estadual que classifica as escolas. Quem atinge a meta no Saresp recebe o selo ouro.
O Conde foi além: também cumpriu as metas do Saeb, o Sistema de Avaliação da Educação Básica, de âmbito federal — e conquistou o selo diamante.
Em Jundiaí, são poucas as escolas que alcançaram essa classificação máxima.
A equipe gestora que conduz a escola neste momento histórico é formada pela diretora Verilza Balbino Paiva Silva, pela vice-diretora Regiane Cristina Penariol Prado e pelo coordenador pedagógico Rivair Pereira.
Para eles, o diamante representa muito mais do que uma métrica: é o reflexo do esforço diário de gestores, professores, funcionários, estudantes e famílias que acreditam no poder transformador da educação pública.
Nas redes sociais existe até o Grupo do Conde do Parnaíba, formado por ex-alunos. Eles já promoveram até encontros para reviver histórias e relembrar os ensinamentos dos professores que passaram pelo colégio.
A leitora Dani Gomes, que já foi aluna do Conde, lembra que o colégio também inovou em uma época, com as aulas de libras, facilitando a comunicação das pessoas com deficiência auditiva.


