Autor da morte de vendedor é condenado a 20 anos e deve pagar indenização de R$ 100 mil
O Tribunal do Júri de Jundiaí condenou o massagista Lucas Gonçalo dos Santos, de 31 anos, a cumprir 20 anos de cadeia em regime fechado e pagar indenização de R$ 100 mil aos familiares do vendedor Renan Sposito Miossi, de 37 anos.
Em abril de 2024 Lucas matou o vendedor de Valinhos em uma casa que alugou no bairro do Eloy Chaves, em Jundiaí e ocultou o cadáver.
Em seguida passou a circular com o carro da vítima por ruas de Jundiaí, até ser preso em Cabreúva pela equipe do sargento Silvio, da Polícia Militar.
Ao ser abordado pelos PMs com o carro da vítima, Lucas dos Santos deu várias versões.
Na primeira delas de que havia adquirido o carro com a namorada.
Mas entrou em contradições, não sabendo informar de quem e falava que fazia cinco dias que estava com o carro.
Prometeu que a namorada traria o documento do veículo.
Ao ser informado pelos policiais militares de que o veículo tinha queixa com desaparecimento do supervisor de vendas, modificou a história e acabou contando que conheceu Renan em um supermercado no bairro do Eloy Chaves, em Jundiaí.
Durante a conversa com Renan, segundo versão dada por Lucas aos policiais militares, ele pediu o carro emprestado para ir a uma festa de aniversário de sua mãe, com a promessa devolver em seguida.
Em depoimento ao escrivão ad hoc da Polícia Civil de Cabreúva, Lucas voltou a entrar em contradições. Ele disse que não sabia o nome do supermercado em que conheceu Renan. Mas garantia que o carro era “emprestado”.
Depois falou que na verdade conheceu Renan em uma festa e pediu o carro emprestado para ir até Cabreúva.
Nos registros do Sistema Detecta da Secretaria de Segurança Pública há informações de que o veículo não só passou por Jundiaí e Cabreúva, mas também por Itu.
Sangue na roupa?
Durante o interrogatório, os policiais notaram que havia mancha de sangue próximo da gola da camisa de Lucas. Questionado, ele disse que era graxa. Mas, os policiais, desconfiados de que era sangue, pediram a camisa e a apreenderam para análise do Instituto de Criminalística de Jundiaí.
Por fim, o delegado Marco Antônio Silva, do Plantão Regional de Polícia Civil achou por bem encaminhar Lucas e o carro apreendido para a sede da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), em Jundiaí.
Encontro do corpo
A partir das informações do Detecta soube-se que o veículo circulou pelo bairro do Eloy Chaves. Foi identificada a casa onde o carro ficou parado.
Os policiais civis conversaram com o proprietário da casa da frente e ele admitiu que Lucas alugou o imóvel.
Os investigadores pediram para verificar a casa dos fundos e, no corredor, sentiram forte odor, prevendo que havia um corpo no local.
Quando o proprietário abriu a porta, os investigadores da DIG encontraram o corpo de Renan sobre um colchão. Era a única coisa que havia no interior do quarto, sem móveis.
O processo encaminhado pela DIG para a Justiça de Jundiaí resultou em mais de mil páginas, inclusive com fotos de todos os registros policiais.
A sentença foi proferida pela juíza Patrícia Cayres Mariotti Cappi.


