Comerciários de Jundiaí aguardam aprovação do fim da Escala 6 x 1
As discussões sobre o fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas entraram em sua fase mais decisiva na Câmara dos Deputados.
Nesta terça-feira (26), a Comissão Especial responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) realizou uma nova rodada de debates, ouvindo representantes de entidades sindicais e movimentos sociais.
O andamento dos trabalhos em Brasília é acompanhado de perto pelo Sindicato dos Comerciários de Jundiaí e Região (Sincomerciários).
A entidade, presidida por Milton de Araújo, tem atuado ativamente na articulação política e na mobilização da base trabalhadora, contando com o apoio direto e a liderança do deputado federal Luiz Carlos Motta, presidente licenciado da Fecomerciários e membro titular da Comissão Especial da Câmara.
O projeto em debate prevê não apenas a extinção da escala 6×1, mas também uma transição gradual para que a jornada máxima de trabalho no país seja reduzida, garantindo dois dias de folga semanais aos trabalhadores.
Para que a PEC seja aprovada e siga para o Senado, ela precisará do voto favorável de, no mínimo, 308 deputados federais em dois turnos de votação no plenário da Câmara.
“É desgastante para o comerciário”
Para o presidente do Sincomerciários de Jundiaí e Região, Milton de Araújo, a categoria que ele representa é a principal interessada e a mais penalizada pelo atual modelo de trabalho.
“A categoria comerciária é a mais impactada com a escala 6×1, e é dela que deve emergir a força motriz desta mobilização pelo fim desta jornada exaustiva, já em tempo de acabar. Por isso, vamos até o fim nesta luta, rumo a mais uma conquista”, declarou Milton, destacando que a mobilização regional continuará forte até a votação final do projeto.
A atuação do sindicato local ganhou ainda mais força após a participação da diretoria na Audiência Pública das entidades sindicais realizada em São Paulo no início do mês.
O evento, que contou com a presença de representantes do governo federal e do deputado federal Luiz Carlos Motta, serviu para unificar o discurso das federações e pressionar os parlamentares em Brasília pela aprovação da medida.


