Mais um motociclista morre com linha de cerol
Um motociclista morreu com o pescoço cortado por linha de cerol no Km 27 da Via Anhanguera, na chegada a São Paulo.
Segundo a Polícia Rodoviária ninguém foi preso. A linha estava sobre as faixas de rolamento e a vítima não teve tempo de desviar.
Essa é a segunda morte de motociclista por causa de linha de cerol. O outro caso foi em Campinas. No ano passado pelo menos três motociclistas morreram com linhas de pipas, sendo dois em Indaiatuba e um em Campinas.
Domingo
Um motociclista morreu na tarde de domingo (24) após ter o pescoço enroscado em uma linha com cerol na Rua Canárias, no Jardim Santo Antônio, em Campinas.
A vítima, José Patrick da Silva Barbosa, de 18 anos, trafegava pela via quando a linha com cerol — presa a um poste de energia elétrica e atravessando a rua — enroscou em seu pescoço.
Populares que presenciaram o acidente relataram que, no momento do ocorrido, não havia ninguém soltando pipa na região.
O óbito foi constatado no próprio local pela equipe do SAMU 02, pelo médico Dr. Alan Cesar Munhoz.
A Polícia Militar, na viatura I-47110 — Cb PM Fabiano e Sd PM Viotto —, atendeu à ocorrência e realizou a preservação do local até a chegada da perícia.
A equipe da Polícia Técnica compareceu com o perito Igor e fotógrafa Natália.
Consta no boletim que a motocicleta conduzida pela vítima foi retirada por populares antes da chegada da Polícia Militar, não sendo localizada no momento da preservação da cena, para trabalho dos peritos.
O delegado Alexandre Melfi, determinou o registro da ocorrência e a requisição de exame necroscópico.
O uso de linha com cerol é proibido no Brasil pela Lei nº 9.605/1998 e por legislações estaduais e municipais, podendo configurar crime ambiental e, a depender do resultado, homicídio culposo ou doloso.


