MORRE O PADRE JOSÉ BROMBAL, AOS 98 ANOS
Jundiaí perdeu nesta quinta-feira (04) o padre da Catedral Nossa Senhora do Desterro, José Brombal, aos 98 anos.
O velório ocorrerá nesta sexta-feira, das 6 às 14h30 na Catedral e sepultamento às 15 horas no Cemitério Nossa Senhora do Desterro.
Missas exequiais às 7 horas e às 12 horas.
O filho do presbítero, o jornalista Anselmo Brombal, escreveu:
“Morreu hoje, às 6 horas, o padre José Brombal, aos 98 anos – faria 99 em agosto – após internação de dez dias ho Hospital Paulo Sacramento. Ele passou por diversas paróquias de Jundiaí e região.
Filho mais velho de Maria e Anselmo, nasceu na Fazenda Santa Gertrudes, da família Queiroz Telles, em Vinhedo, na época Distrito da Rocinha, que pertencia a Jundiaí.
Criança ainda, foi trabalhar na roça, limpando as ruas de café. Coisa comum na época.
Mais tarde (1940), a família mudou para a cidade. O pai dele foi trabalhar na indústria Pelliciari, que fabricava cadeiras. José se empregou na Porcelana São Pedro, empresa que havia sido fundada por João Ferrara.
Foi para o Exército, onde serviu como soldado e depois, por concurso, foi promovido a cabo. Na época, o grupo passava por transição – deixava de ser Artilharia de Dorso e passava a se chamar 2º Grupo de Obuses 155, recebendo o armamento que sobrava da 2ª Guerra Mundial, doado pelos americanos. E coube a José levar os três últimos burros para o quartel de Barueri. De trem.
A família morava numa casa simples na rua Lestapis. Família: os pais e os irmãos Ana, Luiz, Malvina e Marino, todos já falecidos. Teve outro irmão, Antonio, que morreu muito cedo e que ele não conheceu. Em 1952 casou com Olinda, com quem teve 12 filhos -Anselmo, Paulo, Maurílio, José Carlos, Plínio e as sete Marias: Cida, Mazé, Conceição, Salete, Graça, Ana e Cláudia. Dos filhos, dois já morreram – Conceição e Plínio.
Em 1958 construiu sua casa na avenida Fernando Arens, e todos se mudaram para lá. Menos sua irmã Malvina, que seguiu para um convento vicentino e tornou-se Irmã Valéria. Outro irmão, Luiz, estudioso e leitor voraz, passou num concurso do Banco do Brasil e foi trabalhar em Foz do Iguaçu (anos depois conseguiu se transferir para São Paulo). Todos seus irmãos já morreram.
Depois da Porcelana São Pedro, José empregou-se na empresa Fillipini, onde se tornou carpinteiro e marceneiro. Católico fervoroso, integrou a Congregação Mariana na Vila Arens e a Conferência Vicentina, enquando sua esposa estava no Apostolado da Oração. Também fez parte do movimento Cursilhos de Cristandade (De Colores).
Em 1986 Olinda morreu, vítima de AVC. Na época diziam que era derrame. José continuou firme em sua fé católica, até que em 1995, a convite do então bispo diocesano Dom Roberto Pinarello de Almeida, foi ordenado padre.
Passou por diversas paróquias, foi vigário da Catedral e também capelão do Hospital São Vicente de Paulo, e ultimamanete estava vivendo na Casa dos Presbíteros, no bairro Corrupira.
Perfeitamente lúcido, e com uma memória de causar inveja, sempre dava conselhos.
Aconselhava prudência sempre – uma gota de mel apanha mais moscas que um barril de vinagre. Seguiu a vida, celebrando missas, vez ou outra batizando. Já casou muita gente. Otimista, planejava como celebrar aniversário quando chegasse aos 100 anos.”


