Decisão do MP vai afetar a Economia e o mercado de trabalho de Jundiaí, diz Proempi
A decisão do Ministério Público (MP) de pedir a suspensão por seis meses das autorizações para novos empreendimentos em Jundiaí vai afetar o mercado de trabalho e a economia do município, prevê a Associação de Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi). Em nota enviada ao “Jornal da Região” a entidade prevê impactos direto na geração de empregos, na Economia e principalmente na oferta habitacional.
A previsão é de paralisação de uma “cadeia produtiva” que envolve engenheiros, arquitetos, profissionais da construção e fornecedores, além de 10 mil trabalhadores diretamente ligados às obras.
O dono de uma imobiliária de Jundiaí prevê a partir de agora disparada nos preços dos imóveis, com a falta de oferta. Ele disse que a Economia da cidade vai perder muitos impostos, com redução de dinheiro circulando no comércio e na prestação de serviços.
O prefeito Gustavo Martinelli atendeu pedido do Ministério Público e baixou decreto suspendendo os novos empreendimentos.
Uma dúvida que se surgiu na população é com relação ao comprometimento de investimentos em apartamentos na planta, se eles serão afetados também por causa da suspensão, já que o Ministério Público quer rever todos os contratos dos últimos anos.
Para a diretoria da Proempi há necessidade de diálogo entre o Ministério Público, a Prefeitura e as empresas. Que as decisões precisam ser técnicas.
Nota da Proempi
A publicação do decreto que suspende por 180 dias a aprovação de novos empreendimentos imobiliários em Jundiaí acendeu um sinal de alerta entre os profissionais e empresas que atuam no setor. A medida, anunciada pela Prefeitura em atendimento à recomendação do Ministério Público, tem como objetivo promover uma avaliação técnica da capacidade de suporte da cidade e discutir o planejamento do crescimento urbano.
A PROEMPI – Associação dos Profissionais e Empresas do Mercado Imobiliário de Jundiaí e Região reconhece a importância do planejamento urbano e entende que o debate sobre mobilidade, infraestrutura, saneamento, recursos hídricos e qualidade de vida é legítimo e necessário. No entanto, a entidade avalia que decisões com impacto direto sobre a atividade econômica exigem uma análise ampla de seus reflexos para toda a cidade.
Segundo a associação, a preocupação vai além dos empreendimentos que ainda seriam lançados futuramente. O setor trabalha com planejamento de longo prazo, envolvendo estudos técnicos, projetos, aquisição de áreas, investimentos financeiros e processos de aprovação que muitas vezes se desenvolvem ao longo de anos.
Outro ponto destacado pela entidade é o impacto potencial sobre a geração de empregos. Dados do CAGED apontam que a construção civil responde atualmente por quase 10 mil postos de trabalho em Jundiaí, além de movimentar uma extensa cadeia produtiva formada por fornecedores, prestadores de serviços, profissionais técnicos, comércio e indústria.
A PROEMPI também chama atenção para a importância da segurança jurídica e da previsibilidade regulatória para a manutenção da confiança dos investidores. Para a entidade, cidades que conseguem conciliar planejamento urbano com estabilidade institucional tendem a atrair mais investimentos, gerar mais oportunidades e ampliar sua capacidade de desenvolvimento sustentável.
A associação ressalta ainda que o crescimento urbano de Jundiaí foi construído ao longo de décadas por meio de instrumentos previstos na legislação, incluindo revisões do Plano Diretor, audiências públicas, conselhos municipais e processos que envolveram o poder público, entidades representativas e a sociedade civil.
Outro aspecto considerado relevante é a necessidade de garantir a continuidade da oferta habitacional. Jundiaí exerce papel estratégico em uma região metropolitana em constante crescimento e continua atraindo moradores, empresas e investimentos. Nesse contexto, a produção planejada de novas moradias é vista como um elemento importante para atender à demanda da população e evitar pressões sobre os custos da habitação.
A PROEMPI recebeu com expectativa a informação de que a Prefeitura pretende abrir diálogo com representantes da construção civil e demais segmentos envolvidos no tema. A entidade defende que esse processo ocorra de forma técnica, transparente e participativa, permitindo a construção de soluções equilibradas para o futuro da cidade.
“O planejamento urbano sempre foi uma pauta defendida pelo setor. O que entendemos ser fundamental é que qualquer discussão sobre o futuro de Jundiaí considere não apenas os desafios da expansão urbana, mas também seus impactos sobre empregos, habitação, investimentos e qualidade de vida da população”, destaca a entidade.
A PROEMPI reafirma sua disposição em contribuir com informações técnicas e participar das discussões que envolvam o desenvolvimento urbano de Jundiaí, buscando soluções que conciliem crescimento sustentável, segurança jurídica e bem-estar para toda a população.
ENTENDA O CASO
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