Santander encerra atividades no “prédio do Banespa” e muda para o da antiga Marisa
O Banco Santander iniciou atendimento ao público em novo endereço no Centro de Jundiaí.
A agência 0040 – que incorporou ao longo dos últimos anos – outras unidades do Santander, agora está “de casa nova”, na rua Barão de Jundiaí, 955, no prédio que foi da antiga loja Marisa.
De acordo com a instituição “A agência 0040 da Barão de Jundiaí somente mudou de endereço. O Banco transferiu-a para uma agência mais moderna na mesma rua, em um novo prédio, na rua Barão de Jundiaí 955″.
Assim como outros prédios do Centro que abrigaram agências bancárias, o imóvel está disponível para novos empreendimentos.
Com a evolução dos bancos migrando a maioria dos seus serviços para o digital, o Santander acompanhou esses avanços.
O atendimento ao público deve ser melhorado com o novo sistema, como ocorre na Avenida Jundiaí, no bairro do Anhangabaú.
Nos caixas eletrônicos é possível fazer depósitos de altos valores, com a “máquina” verificando cada nota.


Você conheceu o Banespa ?
O Banco do Estado de São Paulo foi criado em 14 de junho de 1909, por iniciativa do então presidente do estado, Jorge Tibiriçá, com a denominação original de Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo. Desde o início, a instituição contou com forte participação estrangeira: 75% do capital era de acionistas franceses, cabendo ao governo estadual o privilégio de nomear o diretor-fiscal.
Em 4 de novembro de 1926, uma Assembleia Geral de Acionistas aprovou a mudança do nome para Banco do Estado de São Paulo, e a partir de 1975 a instituição passou a adotar oficialmente a sigla Banespa, com uma faixa vermelha e outra preta ligando as letras “SP”, em referência às cores da bandeira estadual.
A partir da década de 1950, o banco adotou práticas modernas de gestão e ampliou significativamente sua rede de agências pelo interior paulista, levando serviços financeiros a regiões antes desassistidas. Seu edifício-sede, inaugurado em 27 de junho de 1947 e inspirado no Empire State Building de Nova York, tornou-se o maior arranha-céu da América do Sul à época e símbolo da força econômica do estado.
A partir da década de 1980, o Banespa passou a enfrentar desafios decorrentes das sucessivas crises econômicas nacionais. A inflação elevada, o crescimento da dívida pública e a instabilidade macroeconômica impactaram diretamente suas operações, além de intensificar a interferência política em sua gestão. Depois de seguidos meses de balanço negativo e dificuldade para fechamento do caixa diário, o banco sofreu intervenção do Banco Central e passou a ser gerido pelo Regime de Administração Especial Temporário (RAET).
Em novembro de 2000, o Santander comprou o Banespa por R$ 7,05 bilhões, em leilão realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O banco foi formalmente extinto em 2001, um ano após o grupo espanhol adquirir seu controle acionário. Em seguida, vieram programas de demissão voluntária, com mais de 8 mil adesões, e sucessivos processos de fechamento de agências.
Para milhares de bancários, o Banespa foi mais do que um banco: foi uma escola, uma família, um espaço de convivência e de pertencimento — comprometido com o crescimento regional e com o atendimento humano, onde cada cliente tinha nome e história.


