terça-feira, 23, junho, 2026, 19:23

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DIG da Polícia Civil prende autor da morte de Maria das Graças

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí prendeu nesta terça-feira (23) o suspeito de matar Maria das Graças Santos Ramos, de 64 anos, que estava desaparecida desde o dia 14 de abril deste ano.

O crime chocou a cidade de Cabreúva e mobilizou a polícia por mais de dois meses.

Os policiais civis cumpriram o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.
Durante o interrogatório, para o delegado Roberto Souza Camargo Júnior, o indiciado confessou a prática do homicídio e indicou o local onde estava o corpo da vítima.
Ele disse ao delegado que o motivo foi porque Maria passou ordens sobre trabalho e não queria fazer.
Os restos mortais de Maria das Graças foram encontrados em uma zona de mata na cidade de Itupeva, encerrando a angústia da família que há mais de 70 dias a procurava.
O preso foi encaminhado ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O caso

Maria das Graças trabalhava como diarista em uma chácara no bairro Pinhal, em Cabreúva, onde também morava.

Ela foi vista pela última vez no dia 14 de abril.

No dia seguinte, um colega de trabalho chegou ao sítio e notou algo fora do normal: as luzes, que Maria tinha o hábito de apagar todas as manhãs, permaneciam acesas.

A Guarda Municipal foi acionada e a porta do quarto onde ela dormia teve de ser arrombada.

Dentro do cômodo, documentos e cartões pessoais estavam no lugar, a cama arrumada, mas o aparelho celular e o controle do portão — que nunca saíam com ela — haviam desaparecido.
O caseiro da propriedade e a última pessoa a ver Maria com vida, disse à polícia que a viu por volta das 16h30 dentro do salão da chácara e afirmou não ter ouvido barulho de portão.
Já uma vizinha relatou ao programa Cidade Alerta, da Record, que ela e o marido ouviram gritos de mulher por volta das 21 horas na noite do desaparecimento, seguidos pelo barulho de um carro saindo do local.

Cães farejadores e investigação

As buscas envolveram cães farejadores da Guarda Municipal de Cabreúva — um especializado em pessoas vivas e outro em cadáveres. Ambos seguiram os rastros até uma região com dois lagos dentro da própria chácara, reforçando a tese de que Maria nunca chegou a sair da propriedade.

A Polícia Civil trabalhou no cruzamento de dados, depoimentos de testemunhas e análise de imagens de monitoramento. A filha da vítima, Gilderlea dos Santos, afirmou em entrevistas que a mãe era uma pessoa “extremamente organizada” e que o estado do quarto não condizia com seu comportamento.

Desfecho

Após mais de dois meses de investigação conduzida pela DIG de Jundiaí, que trabalhou de forma “incessante, cruzando dados e ouvindo testemunhas para identificação da autoria delitiva” — conforme relatou a delegacia especializada — o mandado de prisão foi cumprido. O suspeito confessou o crime e levou os policiais até o local onde havia ocultado o corpo, em uma área de mata em Itupeva.

O caso, que teve grande repercussão nacional com reportagens no Cidade Alerta, Balanço Geral e nas principais plataformas da região, chega agora à fase judicial, enquanto a família de Maria das Graças busca respostas e justiça.