quinta-feira, 2, julho, 2026, 18:41
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Mãe é presa por injúria racial ao visitar filha em abrigo da Justiça, em Jundiaí

Uma mulher de 43 anos foi presa em flagrante nesta quinta-feira (2) após se recusar a sair de uma casa de acolhimento em Jundiaí, desacatar guardas municipais e cometer injúria racial contra uma educadora de 35 anos.

O caso ocorreu após o término do horário de visitação aos filhos acolhidos na instituição.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe tinha autorização judicial para visitar a filha até as 11 horas.

No entanto, por volta das 11h30, ela se recusava a ir embora e permanecia abraçada à criança.

A Guarda Municipal foi acionada para mediar a situação.

Ao chegarem, os agentes tentaram dialogar e orientar a mulher sobre as determinações legais, mas ela passou a ofender a equipe, afirmando que os guardas “não prestavam” e “não tinham competência”, além de fazer falsas acusações contra os servidores.

Durante o episódio de descontrole, a mulher também ofendeu uma educadora do abrigo.

Sem motivo aparente, ela associou o cabelo e a cor da pele da funcionária negra à transmissão de piolhos para sua filha, proferindo ofensas e ameaças na frente dos acolhidos.

A situação causou constrangimento e temor entre as crianças que estavam no local.

Diante da recusa persistente em deixar a instituição e do elevado estado de agitação, a mulher foi algemada e conduzida ao Plantão Policial.

O delegado responsável, Dr. Francisco Felipe Preuss, ratificou a voz de prisão pelos crimes de desobediência, desacato e injúria discriminatória (equiparada ao racismo).

Como o crime de injúria racial é inafiançável, a mulher permaneceu presa à disposição da Justiça, e a autoridade policial representou pela decretação de sua prisão preventiva.

A mulher, que é cadeirante, ficou presa em uma cela da Central de Flagrantes até remoção para a Cadeia Feminina de Itupeva.