quinta-feira, 27, agosto, 2026, 20:49
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Bebê de 5 meses morreu em creche clandestina de Várzea Paulista

Um bebê de 5 meses morreu na tarde da última quarta-feira (26) após passar mal, aparentemente engasgado, enquanto estava sob cuidados de uma creche clandestina no Jardim América, em Várzea Paulista.

A criança chegou a receber atendimento de emergência no local e durante o transporte até o hospital, mas não resistiu.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Delegacia de Polícia de Várzea Paulista, o caso foi acionado por volta das 15h51 de quarta-feira, quando o 190 – Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu chamado sobre uma criança engasgada na Rua Sananduva, no Jardim América. Foram mobilizadas viaturas da Polícia Militar, uma equipe de Força Tática e uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros.

Enquanto as equipes se deslocavam, um sargento do Corpo de Bombeiros tentou contato por videochamada com a responsável pela criança no local, repassando orientações de primeiros socorros para tentar desobstruir as vias aéreas do bebê até a chegada do socorro.

Os policiais militares chegaram ao endereço por volta das 15h59 e encontraram a criança já sem reação. Diante da gravidade do quadro, optou-se pelo transporte imediato ao Hospital Universitário de Jundiaí, no Jardim Messina. Um dos policiais embarcou na viatura de apoio junto com o bebê para dar continuidade às manobras de reanimação cardiopulmonar durante o trajeto de aproximadamente 12 quilômetros, percorrido em cerca de 11 minutos com apoio de equipes de trânsito e da Guarda Municipal de Jundiaí nos cruzamentos.

A criança deu entrada no hospital às 16h15 e foi atendida pela equipe médica, que manteve os procedimentos de reanimação. Apesar dos esforços, o óbito foi constatado pouco depois.

Durante as diligências, a Polícia Civil constatou que o imóvel onde a criança estava funcionava como uma creche clandestina, em condições consideradas insalubres, e abrigava outras crianças sob cuidado das mesmas responsáveis. Os pais do bebê, de nacionalidade haitiana, prestaram depoimento com apoio de uma policial que atuou como intérprete devido à barreira do idioma.

O caso foi apresentado ao delegado de plantão, Francisco Felipe Preuss, que determinou perícia técnica no imóvel e o comparecimento do Conselho Tutelar. Segundo o delegado, ainda não há elementos suficientes para estabelecer a causa da morte ou eventual responsabilidade criminal, sendo necessário aguardar o laudo necroscópico e o laudo pericial do local. O inquérito foi encaminhado ao Distrito Policial da área para prosseguimento das investigações.