quinta-feira, 3, setembro, 2026, 11:52
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Polícia faz operação contra o PCC em Praia Grande e Santana de Parnaíba

*Operação da Polícia de SP mira núcleo ligado ao PCC suspeito de lavar cerca de R$ 1 bilhão*

_Operação Helmintos investiga aquisição de imóveis, exploração de quiosques, favorecimento em licitações e financiamento de agentes políticos em Praia Grande_

A Polícia Civil do Estado de São Paulo realiza nesta quinta-feira (3) a Operação Helmintos, com o objetivo de desarticular um núcleo ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeito de lavar recursos provenientes do tráfico de drogas e exercer influência sobre atividades econômicas e políticas em Praia Grande, na Baixada Santista.

A investigação é conduzida pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6). As diligências ocorrem em imóveis residenciais e comerciais, empresas e um setor da administração municipal, localizados em Praia Grande, Guarujá, Santo André e Santana de Parnaíba.

Segundo as investigações, o grupo seria formado por lideranças da organização criminosa, operadores financeiros, intermediários do setor imobiliário e pessoas utilizadas como testas de ferro. A estrutura teria movimentado valores próximos de R$ 1 bilhão, principalmente por meio da aquisição de imóveis de alto padrão, empresas e estabelecimentos comerciais.

A apuração identificou quatro principais frentes de atuação: lavagem de dinheiro por meio de negócios imobiliários; controle de quiosques instalados em áreas públicas de Praia Grande; suspeitas de favorecimento em procedimento licitatório municipal; e financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos. Os elementos reunidos indicam uma possível tentativa de ampliar a influência da organização criminosa sobre setores do Executivo e do Legislativo municipal.

No decorrer da investigação, a Polícia Civil representou à Justiça pela prisão temporária de quatro suspeitos apontados como lideranças e operadores financeiros do esquema, além da expedição de mandados de busca e apreensão, do bloqueio de contas e investimentos e do sequestro de 29 imóveis vinculados aos investigados.

As buscas têm como objetivo apreender documentos e contratos, registros financeiros, aparelhos eletrônicos, dinheiro em espécie, armas e outros elementos que possam contribuir para o aprofundamento das apurações sobre os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

A denominação “Helmintos” faz referência à atuação considerada parasitária do grupo sobre a economia local, com possível prejuízo à livre concorrência e utilização de atividades comerciais para beneficiar a organização criminosa.

As investigações prosseguem sob sigilo para identificar outros envolvidos e esclarecer toda a extensão patrimonial, econômica e política do esquema.