domingo, 13, setembro, 2026, 23:12
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Empresa de Itupeva denuncia furto de combustível. Caminhoneiro é preso

Dois homens foram presos em flagrante neste domingo (13) após furto de 42 litros de óleo diesel S10 de uma transportadora no bairro Paineiras, em Itupeva. Um funcionário da empresa, de 45 anos, e um motorista, de 38 anos, foram flagrados por um controlador de acesso no momento em que abasteciam um caminhão Mercedes-Benz Actros de forma não autorizada.

O motorista ingressou no pátio da empresa sob a justificativa de que prestaria socorro mecânico a outro caminhão.

Após a entrada, o controlador de acesso acompanhou o deslocamento do veículo pelo sistema de câmeras de segurança e notou que o caminhão se dirigiu a um local não autorizado, em um ponto cego das câmeras.

Ao verificar a situação, o controlador constatou que o funcionário de 45 anos abastecia o caminhão utilizando o cadastro de outro cliente, sem autorização da empresa. Como operador do sistema interno de abastecimento, o funcionário se valia da função para liberar o combustível ao veículo não cadastrado.

O motorista de 38 anos, proprietário do caminhão registrado em Jundiaí, apresentou áudios nos quais um terceiro funcionário, de 29 anos, supostamente autorizava o abastecimento.

Após a constatação do flagrante, o funcionário que teria autorizado evadiu-se do local e não foi localizado até o momento.

A representante da empresa informou que já vinha observando possíveis ocorrências de furto de combustível após receber uma denúncia anônima interna. A empresa possui sistema próprio de abastecimento destinado exclusivamente a caminhões cadastrados e autorizados.

Os dois conduzidos foram apresentados no Plantão Policial de Itupeva, onde o delegado Francisco Lucas decretou a prisão em flagrante delito e o formal indiciamento dos dois homens por furto qualificado, com agravantes de fraude, abuso de confiança e concurso de pessoas. O boletim foi digitado pela escrivã Gláucia.

Foram apreendidos dois aparelhos celulares Motorola, um de cada indiciado. O delegado representou ainda pela quebra do sigilo dos dados telemáticos e telefônicos dos aparelhos para investigar o prévio ajuste entre os envolvidos e a eventual reiteração dos desvios.

O caso pode ter repercussão maior se a Polícia Civil conseguir o celular do funcionário que “gerenciava” o fornecimento de combustível, com a identificação de outros receptadores.