segunda-feira, 14, setembro, 2026, 18:54
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Médica de Jundiaí perde R$ 107 mil no “Golpe do Advogado”. Você sabe como funciona?

Uma médica de 31 anos, moradora em Jundiaí, perdeu R$ 107 mil após cair no golpe do falso advogado nesta segunda-feira (14).

Os criminosos se aproveitaram do fato de a vítima ter uma ação no Tribunal de Justiça prestes a ser encerrada e simularam uma audiência pelo WhatsApp, transferindo em seguida altas quantias em dinheiro da conta da vítima. Na última sexta-feira um casal de comerciantes da cidade perdeu R$ 212 mil no mesmo tipo de golpe, com criminosos usando dados do site do Tribunal de Justiça.

O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Jundiaí como estelionato pelo delegado Anselmo Carvalho Santalena.

Como funciona

A vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um homem que se apresentou como seu advogado, identificando-se como “dr. Rodrigo”. (Os criminosos copiam fotos dos advogados).

Ele afirmou que a ação estava ganha e que seria preciso agendar uma audiência o quanto antes. O encontro virtual ficou marcado para esta segunda-feira, com o “acompanhamento” do suposto advogado.

“Promotor e Juiz presentes”

Durante a falsa audiência, uma segunda pessoa, que se passou por promotor, orientou a vítima, por mensagens, a realizar um procedimento pelo aplicativo do banco sob o pretexto de abater valores no imposto de renda.

Convencida de que se tratava de uma forma de proteção, e sem perceber a fraude naquele momento, foram realizadas quatro transferências via Pix a partir de sua conta corrente: R$ 29 mil para uma empresa, R$ 30 mil e R$ 28 mil para dois CNPJs em nome de pessoas físicas e R$ 20 mil para uma quarta beneficiária.

O prejuízo total foi de R$ 107 mil.

Como se proteger

O golpe do falso advogado é uma modalidade em ascensão. Os criminosos obtêm dados de processos judiciais, que muitas vezes são públicos, e entram em contato com as partes se passando pelo advogado responsável, geralmente alegando urgência para o pagamento de custas, taxas ou “liberação” de valores.

Advogados, promotores e o Poder Judiciário não solicitam transferências via Pix para contas de terceiros nem realizam audiências por WhatsApp.

Em caso de contato suspeito, a orientação é interromper a conversa e confirmar a informação diretamente com o escritório de advocacia, por um telefone já conhecido.

Vítimas devem procurar o banco imediatamente para tentar bloquear os valores e registrar boletim de ocorrência.

Estimativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é de que no primeiro semestre deste ano mais de 5 mil pessoas caíram em golpes desse gênero. Em Limeira um empresário perdeu quase R$ 800 mil.