Corpo de motociclista fica quase 3 horas no asfalto, na Anhanguera, em Jundiaí
Um motociclista morreu em acidente na Via Anhanguera, no Km 58, em frente ao Carrefour de Jundiaí, às 10h14 da manhã desta segunda-feira (28). Por desencontro de informações o corpo da vítima ficou quase 3 horas no asfalto, até ser recolhido pelo Serviço Funerário.
O piloto de uma moto Honda CG bateu na traseira de uma carreta Scânia que seguia no sentido de Campinas.
Equipes da Motiva Autoban e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atenderam a ocorrência e constataram o óbito.
A Polícia Rodoviária passou informações erradas ao Plantão Policial da Polícia Civil, como sendo acidente em frente ao Quartel, na Vila Militar.
Isso provocou maior confusão para acionamento da Perícia da Polícia Científica e também para o recolhimento do corpo pelo Serviço Funerário, que foram direcionados para local errado.
A central de atendimento do COPOM fica em Campinas e não em Jundiaí. Os erros de locais têm sido constantes.
O corpo da vítima ficou exposto no asfalto até às 12h56 de acordo com a Artesp.
O “recorde” histórico ainda é de um motociclista na Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonolli, na ligação de Itupeva a Jundiaí, que ficou mais de 10 horas no asfalto.
Equipes da 2ª Companhia da Polícia Militar, no bairro do Medeiros, tentaram “puxar” a ocorrência para a área, mas era competência da Polícia Rodoviária, que mandou viatura só à noite, depois que vereadores de Itupeva e até o prefeito se mobilizaram.
Outra vítima que ficou bastante tempo no asfalto foi morador do Jardim Novo Horizonte, que voltava de São Paulo e morreu próximo ao Centro de Detenção Provisória (CDP) da Rodovia dos Bandeirantes. O corpo dele ficou no acostamento por seis horas, apesar da insistência dos funcionários da concessionária Autoban em ligar para “todo mundo”.
O então diretor do Deinter 2, em Campinas, delegado Fernando Manoel Bardi, até tentou agilizar as comunicações das ocorrências de acidentes com mortes diretamente para os Plantões Policiais, que devem em seguida pedir perícia técnica. Mas ainda há falhas.
O nome da vítima do acidente na Anhanguera em Jundiaí não foi divulgado, porque não portava documentos. Mas a placa da moto é de Louveira, XXX-3498. Foi feito pedido de exames com impressões digitais para confirmar a identidade do piloto.

