quarta-feira, 30, setembro, 2026, 11:16
FRANCO DA ROCHA

Museu Osório Cesar passa por restauração em Franco da Rocha

Um dos principais patrimônios históricos e culturais de Franco da Rocha passará por uma importante intervenção de preservação. Nesta sexta-feira (25), foi realizado o lançamento da obra de restauro do Museu de Arte Osório Cesar (MAOC), no Complexo Hospitalar do Juquery.

O evento contou com a presença da prefeita Lorena Oliveira, do vice-prefeito Diego Hernandez, da secretária de Cultura, Mariana Massoneto, da museóloga Michelle Guimarães, da arquiteta responsável pelo restauro, Vanessa Kraml, e do vereador Eric Valini, além de representantes das secretarias municipais, servidores e profissionais envolvidos no projeto.

Fundado oficialmente em 1985, o museu fechou em 2006 e foi reinaugurado em dezembro de 2020. Agora, o prédio passará por uma intervenção voltada à recuperação de elementos arquitetônicos e construtivos, ao tratamento de áreas deterioradas, ao resgate do jardim histórico e à melhoria da acessibilidade.

O trabalho inclui reparos no telhado, calhas, fachadas, portas, janelas, guarda-corpos, escadas e assoalhos, além da recuperação de áreas externas e do edifício anexo, que abriga atividades educativas.

O restauro é viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MinC), via Edital PNAB nº 13/2025 em parceria com o Governo do Estado de São Paulo. Durante os 12 meses previstos para a execução, o museu ficará fechado para visitação.

Pesquisa das pinturas
A pesquisa das camadas de pintura é uma das etapas do projeto. O estudo permitirá identificar as cores utilizadas historicamente na construção e orientar a recuperação das fachadas e esquadrias, contribuindo para preservar características do prédio ao longo do tempo.

As primeiras investigações já revelaram elementos que não estavam visíveis. Segundo a arquiteta responsável pelo restauro, Vanessa Kraml, as prospecções cromáticas identificaram pinturas originais acima das janelas. A equipe também retirou amostras de argamassa e pintura, que serão analisadas em laboratório para aprofundar o conhecimento sobre as diferentes camadas do imóvel.

“A proposta é recuperar os elementos sem descaracterizar a casa, aproximando o conjunto de suas características originais. O trabalho também busca eliminar infiltrações e outros problemas que possam comprometer a conservação do acervo”, detalhou a arquiteta.

O jardim histórico também será restaurado a partir de registros que ajudam a compreender as formas originais do conjunto, com a recuperação do paisagismo e a reintrodução de espécies. A intervenção inclui ainda melhorias de acessibilidade, com a reformulação do acesso à casa, uma nova rampa e a instalação de piso tátil.

Preservação da história
Centenário, o edifício do MAOC abrigou a residência do diretor do Complexo Hospitalar do Juquery, o Dr. Francisco Franco da Rocha, e foi projetado por Ramos de Azevedo, com inspiração nos antigos chalés franceses. O prédio possui nível de preservação integral pelo Condephaat.

Segundo a secretária da Cultura, Mariana Massoneto, “a recuperação do museu é também uma forma de preservar a história do Complexo Hospitalar do Juquery, a memória da luta antimanicomial e parte importante da identidade de Franco da Rocha. O restauro do prédio contribui para que o acervo do museu continue sendo pesquisado, apresentado ao público e utilizado em ações educativas”.

Aproximação com a população
Durante o período de restauro, o trabalho poderá ser acompanhado pela população por meio do perfil @restauromaoc, criado pela equipe responsável pela intervenção. A página reunirá informações sobre as etapas da obra e também será um canal para receber fotografias e outros registros que ajudem a ampliar o acervo histórico relacionado ao imóvel.

A iniciativa também prevê visitas guiadas durante o período de execução e um curso de carpintaria artística, que selecionará participantes para acompanhar atividades relacionadas ao trabalho de restauro.