quinta-feira, 1, outubro, 2026, 20:22
JUNDIAÍ

CIESP: dados do emprego mostram importância do fomento da indústria

A indústria brasileira voltou a dar uma demonstração concreta de sua capacidade de gerar emprego e renda. Os dados divulgados nesta terça-feira (29/09) pelo IBGE, referentes ao trimestre móvel encerrado em agosto, mostram o peso do setor no índice recorde de ocupação e nas mínimas históricas de desemprego”, salienta Rafael Cervone, presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e primeiro vice da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A indústria, ao lado da construção, foi o setor que mais contribuiu para a expansão da ocupação, com 265 mil trabalhadores a mais no período, alta de 2%. Para Cervone, o resultado é particularmente significativo porque ocorre em um ambiente que ainda impõe uma série de obstáculos à atividade. “Nossa atividade está mostrando sua força, mesmo diante de juros exorbitantes, crédito caro e restrito, custos trabalhistas elevados, toda a estrutura de encargos e ineficiências que conhecemos como ‘Custo Brasil’ e do fato que ainda é o ramo que mais paga impostos, considerando que a reforma tributária sobre o consumo ainda não tem efeitos práticos”.

Os números, que poderiam ser ainda bem mais expressivos, evidenciam o potencial da indústria de contribuir para o emprego e para a renda quando encontra condições adequadas para produzir e investir. Também ajudam a qualificar a discussão sobre o mercado de trabalho. Não se trata apenas de reduzir a taxa de desemprego, mas de ampliar a quantidade de ocupações formais, com maior proteção ao trabalhador e contribuição para a Previdência.

“É preciso olhar para esses dados como um sinal do potencial que temos pela frente. A indústria tem uma capacidade muito grande de criar empregos de qualidade e movimentar cadeias inteiras de fornecedores, serviços, logística e comércio. Mas, para isso, precisa de políticas públicas que reconheçam sua importância e criem condições efetivas de competitividade”, observa Cervone.

Na avaliação do presidente do Ciesp os números do IBGE são um indicativo da importância de uma agenda permanente de estímulo à atividade produtiva. Um projeto de Estado e não de governos. “Quando a indústria cresce, o benefício ultrapassa os muros das fábricas.

Espalha-se pela economia e chega ao trabalhador, às famílias e a diversificadas cadeias de valor. O desafio agora é transformar essa capacidade de geração de empregos em um ciclo mais duradouro de investimentos, produtividade e crescimento”, afirma Cervone.