Procon aponta diferença de até 87% nos preços de brinquedos em Jundiaí
Quem pretende comprar brinquedos para o Dia das Crianças em Jundiaí pode encontrar diferenças de preço de até 87,62% entre lojas da cidade.
O levantamento é da pesquisa de preços realizada nos dias 16 e 17 de setembro pelo Núcleo Regional de Campinas da Fundação Procon-SP, em conjunto com o Procon de Jundiaí, em cinco estabelecimentos comerciais do município.
Foram comparados 44 itens, entre jogos, massas de modelar, bonecas e bonecos.
Nem todas as lojas dispunham de todos os produtos, em razão da diversidade de brinquedos ofertados pelo mercado.
A maior diferença de preços foi constatada na Boneca Aventureira Rosa (27 cm), marca Baby Brink (Novabrink), código 1081: o maior preço registrado foi de R$ 149,91, contra R$ 79,90 no menor valor — diferença absoluta de R$ 70,01.
Menores preços
O estabelecimento JCkids foi o que apresentou a maior quantidade de produtos com menor preço: 15 itens entre os 29 encontrados na loja.
A pesquisa de Jundiaí integra levantamento anual do Núcleo de Pesquisas da Fundação Procon-SP, realizado em comemoração ao Dia das Crianças em 55 estabelecimentos físicos distribuídos em 11 cidades de 10 regiões paulistas: Araçatuba, Bauru, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Vicente, Sorocaba e Votorantim.
As variações de preços referem-se aos dias em que o levantamento foi realizado.
Os valores atuais podem ser diferentes, já que estão sujeitos a alteração conforme a data da compra, inclusive por ocasião de descontos especiais, ofertas e promoções. O objetivo da pesquisa é oferecer uma referência ao consumidor por meio dos preços médios obtidos na amostra.
Segurança
Além dos preços, o Procon chama a atenção para as normas técnicas.
De acordo com as regras do Inmetro e do Código de Defesa do Consumidor (CDC), as embalagens e os produtos precisam conter dados essenciais para prevenir acidentes.
O selo do Inmetro garante que o item passou por testes de resistência, toxicologia e inflamabilidade.
A embalagem deve indicar ainda a faixa etária recomendada e alertas de risco, como avisos explícitos sobre peças pequenas que possam ser engolidas ou restrições para menores de 3 anos. O brinquedo deve oferecer condições seguras para evitar a ingestão acidental de pequenos fragmentos, e constar dados do fabricante: nome, CNPJ, endereço e instruções de uso em língua portuguesa.
Qualquer brinquedo, nacional ou importado, comercializado sem o selo de certificação é considerado ilegal e proibido por lei. Isso inclui muitos produtos vendidos por plataformas internacionais ou no mercado informal, que não passaram por testes de toxicidade, resistência e inflamabilidade.
O diretor do Procon de Jundiaí, Marcelo Canale, orienta a população a pesquisar antes de fazer as compras, levando em conta o preço total, as formas de pagamento, a comodidade e as vantagens oferecidas pelos diferentes estabelecimentos, além de considerar a idade e o interesse da criança, priorizando brinquedos que estimulem a socialização e a criatividade.
A Fundação Procon-SP informa que a pesquisa visa esclarecer o público e que seus resultados não poderão ser utilizados para fins publicitários. Mais esclarecimentos podem ser obtidos no site www.procon.sp.gov.br.

