sábado, 17, outubro, 2026, 03:22
POLÍTICA

Flávio diz que não vai acabar com programas sociais

Por Gabriel de Sousa e Naomi Matsui

(ESTADÃO) – O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira, 16, que vai manter o reajuste do salário-mínimo acima da inflação, que não vai desvincular o porcentual de reajuste ao salário-mínimo e nem alterar a Constituição para alterar o piso dos gastos em saúde e educação. As declarações foram feitas na sabatina de Flávio para a TV Globo.

A resposta de Flávio foi monossilábica quando a entrevistadora, Renata Lo Prete, questionou o candidato se ele faria cada uma dessas medidas. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declara, em propagandas eleitorais, que Flávio irá promover as iniciativas se eleito.

O candidato à Presidência do PL declarou também que irá promover, caso eleito, corte de gastos em ministérios, estatais, além de privatizações.

“Se a gente pegar os quase R$ 3 trilhões que a União tem a receber, isso também pode ser securitizado, trazendo mais de R$ 200 bilhões a mais no Orçamento, por ano”, disse Flávio.

Outros pontos citados por Flávio como essenciais para desafogar os cofres públicos são a venda de imóveis da União e também a exploração da Margem Equatorial.

Na semana passada, Flávio negou que vai mudar a forma de aumento para as aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para cortar gastos se for eleito. Essa ideia teria sido apresentada ao mercado pela equipe de economia da campanha de Flávio.

“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa. Das pessoas mais carentes desse Brasil. Aposentado, fique tranquilo. Não cai nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com reajuste de aposentadoria. Pelo contrário”, afirmou.

Na ocasião, perguntado diretamente se ele se comprometia a dar reajuste real aos aposentados, como é hoje, ele foi categórico ao dizer que “sim”, se comprometia. “O Brasil é riquíssimo. E tem muito de onde tirar. Começar com o combate à corrupção desse governo aí. Só estatais que no governo do presidente Bolsonaro deram 18 bilhões de lucro. Agora já deram 36 bilhões de prejuízo Mais de 50 milhões de 50 bilhões de diferença”, completou.