Ricardo Nunes contesta Lula e diz que havia muitos ônibus
Por Naomi Matsui e Victor Ohana
(ESTADÃO) – O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou neste domingo, 25, ter havido falta de ônibus na capital durante a votação do segundo turno da eleição.
“Não houve, em nenhum lugar da cidade, falta de ônibus. Tivemos uma quantidade superior à demanda necessária. Não tínhamos pontos lotados, os terminais estavam vazios”, declarou a jornalistas, ao chegar ao local onde o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acompanha a apuração.
Nunes afirmou que, no 1º turno, a Prefeitura determinou que a frota tivesse 40% a mais do que é usual aos domingos.
Já para este domingo, segundo ele, foi determinada a circulação de 100% da frota.
Nunes disse que uma notificação para circulação de toda a frota foi enviada à SPTrans às 13h10, e às 13h32, o comunicado foi repassado a todas as empresas que operaram as linhas.
O prefeito admitiu, porém, que as empresas podem ter tido dificuldade de cumprir a decisão.
“Pelo horário, para mobilizar mais de 10 mil profissionais, deve ter havido alguma dificuldade.”
Nunes ainda criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar por duas horas o período de votação. Para ele, trata-se de uma “decisão, no mínimo estranha” e que caberia ao Tribunal Superior Eleitoral (STF), não ao Supremo Tribunal Federal.
O presidente Lula convocou a Imprensa no meio da tarde para alegar que havia sabotagem dos empresários e prefeitos que retiraram os ônibus de circulação.

