Clube Jundiaiense aplica aumento de 18% na mensalidade
No mesmo dia em que o Grêmio CP anunciou o fechamento de sua sede do Centro, a partir de janeiro de 2022, para conter gastos, sócios do tradicional Clube Jundiaiense estiveram reunidos com diretores para saber o motivo do aumento de 18% nas mensalidades. Eles entregaram um abaixo assinado com 1.800 nomes de sócios descontentes o novo valor.
Os sócios Fabiana Bonvini e Rodrigo Chagas representaram os quase 2 mil associados que não gostaram do reajuste.
A diretoria explicou que houve uma “inflação interna”, para cobrir as despesas de manutenção. No caso do Grêmio a solução encontrada foi o fechamento da sede central até o equilíbrio financeiro e locação do salão central – como vem ocorrendo com o Rei da Noite.
O documento da reunião no Jundiaiense:
“Proximidade e Transparência
22/11/2021
19:15h
No fim da tarde desta segunda-feira, dia 22/novembro, diretores do Clube receberam os associados Fabiana Bonvini e Rodrigo Chagas, que solicitaram a agenda para entregar o abaixo assinado questionando o reajuste da contribuição mensal aprovada recentemente pelo Conselho de Administração. O documento entregue por Fabiana e Rodrigo trouxe mais de 1.600 assinaturas, indicando a quantidade relevante de associados descontentes ou com dúvidas sobre o reajuste.
Fabiana explanou os pontos de vista questionando o percentual adotado pelo Conselho e pela Diretoria para determinar o ajuste da contribuição mensal. Fabiana também questionou sobre a possibilidade de desenvolver planos especiais para que os associados que passam por dificuldades e não podem assumir os valores atuais.
Ovídio Carlos Negro, diretor financeiro, expôs a documentação que foi apresentada ao Conselho de Administração como argumentação para aprovação do reajuste.
Rodrigo questionou o motivo pelo qual o Clube não adotou índices como IPCA e IGP-M como parâmetro para realizar o reajuste. Afinal de contas, os salários de toda população não acompanham o aumento dos custos. “No meu entendimento, o percentual está desconectado com a realidade”, afirmou Rodrigo. “Meu salário como servidor público não aumenta um centavo há dois anos.”
Ovídio e os demais diretores presentes falaram sobre a composição do índice batizado como “inflação Interna” e o cálculo. Mas a conversão não foi só sobre decisões tomada. O papo também cainhou para a troca de ideias e possíveis soluções para o futuro do Clube.
Foi questionado sobre ampliar as atividades e modalidades que poderiam pagar valores mensais, como Academia, prática de futebol e outras modalidades, uso de quadras e campos. Ainda foi sugerida a criação de um projeto para Day Use.
Foi uma conversa transparente sobre os desafios e soluções que vem sendo pensadas, desenvolvidas e implementadas pela gestão atual. Fabiana e Rodrigo saíram da reunião satisfeitos por terem sido atendidos, ouvidos e porque a Conselho de Administração e Diretoria Administrativa estão de portas abertas para tratar de quaisquer temas por mais tensos que possam parecer.
Participaram da reunião:
Reinaldo Antonio Favero, Presidente do Conselho
Paulo Lopes, presidente da Diretoria Executiva
Paulo Loboda, vice- presidente da Diretoria Executiva
Reginaldo Grossi, vice- presidente da Diretoria Executiva
Ovídio Carlos Negro, diretor financeiro
Fabiana Bonvini, associada
Rodrigo Chagas, associado”


