Aumento do número de pessoas em situação de rua é tema de reunião na Prefeitura
Um grupo de comerciantes esteve na Prefeitura de Jundiaí para apresentar sugestões ao poder público. Um dos principais problemas enfrentados atualmente é o aumento do número de pessoas em situação de rua, sendo que estão ocupando as portas das lojas, das áreas de caixas eletrônicos dos bancos e abordando de forma intimidadora os clientes que vão até o Centro.
Um dos comerciantes comentou ao “Jornal da Região” que é difícil chegar de manhã e encontrar sujeira na porta do estabelecimento. A Prefeitura informa que vem lavando as calçadas de madrugada, antes do início do expediente comercial.
Outro comerciante reclama que várias igrejas e grupos comunitários levam sopas e comidas para os moradores de rua, à noite. Depois vira a maior sujeira, porque os restos de comida ficam jogados nas calçadas.
Os comerciantes apresentaram como proposta para a Prefeitura a criação de um espaço único, como ocorria com a Casa Santa Marta, onde essas pessoas podiam ir em buscar alimentação, sem causar transtornos para a cidade.
Em alguns pontos do Centro, os consumidores são abordados por moradores de rua, causando constrangimento, porque exigem dinheiro.
Na tarde de quinta-feira, às 16h30, quando as portas do banco Santander da rua Rangel Pestana foram fechadas, chegaram quatro moradores de rua para “ocupar” o espaço e os pedestres eram obrigados a ir para o meio da rua, correndo risco de atropelamento.
Um comerciante que participou da reunião comentou que recebeu como resposta de que a Guarda Municipal não pode “fazer os moradores de rua” circularem, porque “é ilegal”. Mas que a Prefeitura vai criar um projeto para o futuro, para melhorar as condições do Centro da cidade.
Os comerciantes também falaram sobre conservação e atrações para o Centro, para a volta da população para a região.


