DIG recupera pertences de taxista assassinado
Nesta quinta-feira (12) policiais da DIG de Jundiaí recuperaram rodas e pneus originados do crime de latrocínio contra um taxista que havia sido roubado e morto no dia 07/05/2022.
Naquele dia, no Município de Campo limpo Paulista, um taxista foi brutalmente assassinado com uma facada no pescoço tendo seu veículo de trabalho roubado após a sua morte.
Durante as diligências, policiais civis da DIG estiveram no município de Campo Limpo e juntamente com Policiais do município prenderam o autor do latrocínio, conhecido por vários roubos de taxistas, e motoristas de aplicativo, inclusive roubos praticados na modalidade PIX.
Após a prisão, policiais civis da DIG, acompanhados do Delegado assistente Rafael Diório, estiveram no município de Campo Limpo Paulista e localizaram uma parte dos objetos subtraídos no latrocínio, sendo rodas e pneus.
Na posse dos objetos estava uma moradora de Campo Limpo Paulista que alegou desconhecer que os produtos eram de origem ilícita.
Conduzida à Delegacia de Investigações Gerais, investigada foi presa em Flagrante pela prática de Receptação.
“Incentivo à roubos e homicídios e marcas de sangue”
O crime de Receptação, previsto no código penal pelo art. 180 com pena de 1 à 4 anos, é definido como “adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, em especial crimes contra o patrimônio como Roubos, latrocínios e furtos.
Essa modalidade criminosa, que se torna acessória ao crime principal, deve ser combatida de maneira efetiva e com isso desestimular o comprador do produto ilícito. Sem o comprador, a dificuldade aumenta em repassar esse produto roubado, o que torna inviável a prática criminosa.
Atrás de um objeto roubado como aparelho celular, jóias e outros produtos, há sempre “um passado sujo de sangue naquele objeto ” usando expressão metafórica, com marcas de tragédia e prejuízo alheio, que muitas vezes são conquistados com esforços durante a vida do cidadão e terminam nas mãos de infratores que são incentivados por pessoas que gostam de comprar esses tipos de produtos, originados de tragédias pessoais” declarou o Delegado Dr. Diório.
Alerta o delegado de polícia da importância de não comprar esses tipos de produtos para não contribuir de forma indireta nos crimes contra o patrimônio.


