Itália envia documentação de voto para ítalo-brasileiros de Jundiaí e região
Com eleição legislativa que renovará, neste mês de setembro o Parlamento e, consequentemente, dará ao País um novo governo, a Itália chama para o voto os cidadãos residentes no exterior inscritos nas listas eleitorais de suas respectivas circunscrições (Europa, América do Norte/América Central, América do Sul, África/Ásia/Oceania/Antártida).
Ao todo, 12 parlamentares (oito deputados e quatro senadores) são eleitos por esses colégios eleitorais. Para a América do Sul, onde têm direito a voto 1,8 milhão de eleitores (430 mil no Brasil), estão reservadas três cadeiras: uma no Senado e duas na Câmara. Na cédula, o eleitor optará pelo candidato ao Senado e a dois candidatos à Câmara.
A partir desta semana, os Correios entregarão, em diversas cidades do Brasil, inclusive região de Jundiaí, mais de 430 mil correspondências contendo cédulas da eleitorais, nas quais será possível indicar um nome ao Senado e outros dois para a Câmara. Os destinatários são italianos natos e descendentes com cidadania.
O processo de votação é simples. O eleitor recebe em sua residência um envelope contendo o kit de votação: duas cédulas – uma para escolha de dois candidatos à Câmara dos Deputados e outra para indicação do candidato ao Senado – e um segundo envelope, já com porte pago para devolução via Correios. É nesse envelope que o eleitor colocará as duas cédulas eleitorais indicando suas preferências. Em cada cédula, o eleitor deverá colocar um “x” no Partido de sua preferência e escrever os nomes dos candidatos.
O eleitor deverá postar a correspondência lacrada numa das agências dos Correios até o dia 18 de setembro, de modo que o Consulado Italiano tenha tempo hábil de enviar o malote para a Itália, onde as seções eleitorais serão abertas no domingo, 25 de setembro.
Os quase dois milhões de eleitores na América do Sul votam em candidatos que se apresentam nessa circunscrição eleitoral. As comunidades italianas no Brasil e Argentina lançam candidatos próprios e rivalizam a disputa pelas três vagas sul-americanas no Parlamento. Em eleições anteriores, o embate político-territorial terminava empatado. Em 2018, por exemplo, com seis cadeiras sendo disputadas, o Brasil enviou ao Parlamento italiano, um senador e dois deputados, o mesmo acontecendo com a Argentina. Em 2022, depois da reforma eleitoral, são apenas três cadeiras em disputa, sendo que o colégio eleitoral da Argentina é bem maior: mais de 760 mil eleitores contra 430 mil no Brasil.
Se os ítalo-brasileiros almejam ter representantes no Parlamento Italiano para atuar em áreas como intercâmbio cultural e universitário, colaboração entre empresas, acordos tecnológicos, incentivo ao turismo de raiz (retomada das origens italianas), entre outras questões, a adesão ao voto por correspondência é fundamental.


