Mulher é torturada e agredida pelo ex-companheiro
Uma mulher de Jundiaí prestou queixa na Polícia contra o ex-companheiro, por tortura e agressões violentas.
Segundo policiais militares, eles foram acionados para comparecer na residência, uma vez que vizinhos ouviam gritos de socorro.
Quando a viatura estacionou a mulher saiu correndo despida em direção aos policiais.
Ela relatou que já teve uma Medida Protetiva concedida pela Justiça impedindo o ex-companheiro de se aproximar dela. Mas como o relacionamento voltou a ser normal pediu o cancelamento.
O casal resolveu sair à noite, parando em dois bares, onde consumiram bebida alcoólica.
A mulher conta que o ex-companheiro consumiu cocaína e às 2 horas da madrugada foram para casa.
Lá, começaram as sessões de torturas, ameaças e agressões, porque o companheiro queria ver as suas mensagens de WhatsApp trocadas com outro homem.
Ela disse para a delegada Aline Nery Bonchristiani que sofreu golpes de socos na cabeça, no rosto, nos dois olhos e no peito, além de fortes puxões de cabelo e tapas.
Além disso, ele exigia que a vítima desbloqueasse o celular dela para verificar arquivos e conversas com outras pessoas.
O companheiro viu o contato de um homem no celular da mulher e, então, passou a intensificar as agressões.
O autor chegou a arrancar tufos de cabelo da companheira, desferindo vários tapas em seu rosto.
Chegou ao ponto de colocar água para ferver e ameaçou jogar na vítima, caso ela não confessasse que estava se relacionando com outra pessoa.
A mulher contou ainda aos policiais que o companheiro disse que se ela o denunciasse, ele não teria nada a perder e iria queimá-la com água quente.
O companheiro continuou com as agressões durante toda a madrugada, ameaçou lesionar a vítima com uma faca e conseguiu lesionar o dedo indicador dela.
Para causar ainda mais pânico na mulher, o autor deixou uma faca ao lado da cama, avisando que não era para fazer nada contra ele. Mas continuou a madrugada dando socos, jogando-a ao chão e pisando sobre os seus seios, tão forte, que lhe causaram muitas dores intensas.
Depois de quatro horas de tortura, ela viu que a viatura da PM chegou e correu em direção dos policiais que prestaram atendimento, prendendo o agressor e levando-a para o hospital.
A delegada Aline pediu à Justiça que mantenha o autor preso, por violência doméstica, agressões, ameaças e tortura. Que a vida da mulher corre perigo com o agressor sendo solto.


