quinta-feira, 4, junho, 2026, 03:36
LOUVEIRAPOLÍCIA

Polícia Civil de Louveira conta com apoio de psicóloga para crimes sexuais

A Delegacia de Polícia de Louveira passou a contar, graças a um convênio entre Estado e Prefeitura, com uma psicóloga para atender vítimas de violência doméstica e outros crimes ligados a abuso sexual que também estejam enquadrados pela Lei ‘Maria da Penha’.

O trabalho da psicóloga não substitui os trâmites policiais.

O delegado Rodrigo Carvalhaes explica que a psicóloga inicia sua atuação apenas se a vítima quiser – e depois que o boletim de ocorrência tenha sido elaborado.

“A ideia é trabalhar em conjunto para que as vítimas de violência doméstica se sintam acolhidas em um momento de fragilidade, conversando com uma psicóloga e recebendo orientações diferentes daquelas que estão no escopo do trabalho policial”, comenta Rodrigo Carvalhaes.

A ideia de buscar uma psicóloga surgiu da necessidade de fazer com que a vítima entenda que está inserida num ciclo – e, portanto, precisa trabalhar psicologicamente para se livrar desse círculo vicioso.

Carvalhaes conta que o tal ciclo tem momentos bem caracterizados: primeiro, quando se conhecem, o homem demonstra carinho e afeto; assim que ganha a confiança da mulher, no entanto, ele passa a se tornar violento, e daí parte para a ameaça que, por sua vez, progride para a lesão corporal e, em inúmeros casos chegam à tentativa de homicídio.

“Depois, quando a vítima toma uma providência, seja buscando registrar uma ocorrência ou solicitando medida protetiva da Justiça, o agressor volta a tentar reconquistar a mulher, voltando a tentar mostrar-se atencioso, carinhoso e bom companheiro”, enumera o delegado.

Como num filme de terror, no entanto, a violência volta em seguida, assim que o homem se assegura de ter ‘reconquistado’ a mulher. E aí ressurgem violências corporais, ameaças, tortura psicológica ou patrimonial.

O delegado titular de Louveira explica que, diante desse ciclo, o trabalho da psicóloga lotada a partir de agora no distrito policial deve ser encarado como um grande apoio na luta contra a violência doméstica.