quarta-feira, 3, junho, 2026, 20:59
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Vítima de explosão, ferramenteiro será sepultado em Betim (MG)

A família do ferramenteiro Azarias Barbosa do Nascimento – de 46 anos -, reconheceu o corpo dele no Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí, na tarde deste sábado (02).

Azarias será sepultado neste domingo (03) no Cemitério Municipal de Betim (MG).

O ferramenteiro era casado e morava no bairro Canta Galo, no Residencial Rio Araguaia, em Itu.

Azarias foi encontrado por soldados do Corpo de Bombeiros entre os escombros da Tex Metais.

A empresa explodiu na manhã de sexta-feira (01) no bairro do Pinhal, em Cabreúva.

Relação de vítimas

O delegado Ruiter Martins da Silva disse que, em primeiro lugar houve a preocupação com o salvamento dos trabalhadores.

Por esse motivo não há uma relação de óbitos e de feridos. Mas, sabe-se que são quatro mortos até agora.

Apenas Azarias passou pelo IML de Jundiaí. Os demais falecidos passaram por cidades onde os queimados foram socorridos.

Segundo o Governo do Estado as vítimas foram levadas de helicóptero para a Unicamp, em Campinas; o Hospital de Queimados, de Sumaré e o Hospital das Clínicas, em São Paulo.

O delegado explicou que as delegacias das regiões desses hospitais devem liberar os corpos direto e daí até o final da próxima semana enviam os boletins de ocorrência pelo Expediente da Delegacia Seccional de Polícia Civil de Jundiaí.

Enquanto isso o inquérito de Homicídio e Lesão Corporal terá prosseguimento na Delegacia, além de elaboração do laudo do Instituto de Criminalística (IC).

Informações da Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) podem ser fundamentais para o andamento das investigações na Polícia Civil.

A Cetesb informou ao jornal Folha de S. Paulo que multou a Tex duas vezes, porque não podia funcionar sem alvará e sem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.

Desde 2o20 a empresa atuava em Cabreúva. Segundo a Cetesb a empresa não cumpria normas, com poluição do ar, do solo e da água.

Em nota, o governador Tarcísio Gomes de Freitas disse que houve falha no forno de derretimento de alumínio.

Um funcionário relatou que o material utilizado para dar “start” era diferente do tradicional. Isso será investigado pela Polícia Civil.

Os responsáveis pela empresa não foram encontrados para dar informações.

Vizinhos relataram ao “Jornal da Região” que reclamavam constantemente na Prefeitura da poluição gerada pela empresa, inclusive prejudicando o tráfego de veículos na Rodovia Dom Gabriel, com a fumaça que cobria a estrada.

A Cetesb tinha como norma a obrigatoriedade das empresas publicarem editais nos jornais locais sobre pedidos de licenças de funcionamento. Mas a medida foi abolida pelo Governo passado.