quarta-feira, 3, junho, 2026, 23:30
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Circuito Sesc de Artes acontece em Jarinu no sábado (25) e em Itatiba no domingo (26)

Com uma extensa programação nas áreas de música, dança, circo, teatro, cinema, literatura, artes visuais e tecnologias, o Circuito Sesc de Artes 2023 teve início em 21 de outubro e segue até 26 de novembro levando atrações gratuitas e abertas para todos os públicos.

Realizado pelo Sesc São Paulo em parceria com prefeituras municipais e sindicatos do comércio, serviços e turismo locais, o evento estará presente este ano em 123 cidades do estado de São Paulo e reúne 75 trabalhos artísticos distribuídos.

A iniciativa, que acontece desde 2008, fortalece a economia criativa, o turismo e amplia a presença do Sesc em municípios onde não existem unidades permanentes da instituição e reforça a sua contribuição por meio de ações com caráter educativo e sociocultural.

O evento chega aos municípios que fazem parte da área de atuação de unidades do Sesc – como é o caso do Sesc Jundiaí, que vai contemplar as cidades de Jarinu e Itatiba – com ações artísticas que buscam provocar novas percepções, reflexões e vivências.

Fruto de uma curadoria coletiva, feita com as unidades do Sesc no estado, a escolha das atrações mostrou um olhar atento para a diversidade e a representatividade.

Ao concentrar as atividades em espaços públicos, como praças e parques, que são pontos de referência em cada município, o Circuito Sesc de Artes convida a população a desfrutar de uma programação diferente e vivenciar experiências únicas.

Arte na rua para todas as pessoas
“É na confluência de ruas e sentidos, largos e praças, unindo expressões artísticas e públicos diversos, que ocorre o Circuito Sesc de Artes. Com tais iniciativas, que oferecem tanto experimentações socioculturais quanto vivências coletivas, o Sesc reitera sua atuação na difusão de conhecimentos, contribuindo assim para a ampliação de repertórios de seus públicos. E ao estimular a convivência com a diversidade de pessoas e ambientes, entendendo-a como elemento central de sociabilização, a instituição espera ainda reforçar as conexões democráticas que sustentam o tecido social”, comenta Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo.

Confira a programação completa:
Dia 25/11 – Jarinu
Sábado, das 14h às 18h   
Praça da Matriz

Dia 26/11 – Itatiba
Domingo, das 14h às 18h
Parque Luís Latorre

Programação
VIVÊNCIA/OFICINA
Grafismos Indígenas – Centro de Convivência Indígena (SP)
Formado por estudantes indígenas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em Sorocaba, o Centro de Convivência Indígena (CCI) promove uma vivência sobre a representatividade e os significados dos grafismos utilizados pelos povos Tukano, Kambeba, Sataré Mawé e Wauja. Símbolos que invocam proteção ou resistência, por exemplo, utilizados em cerimônias ou manifestações, são aplicados sobre a pele do rosto ou dos braços com tinta natural de urucum.

CINEMA
Cine Película – Cine 16 (SP)
Da descoberta da câmara escura às máquinas de projetar filmes, a vivência conduz os participantes pela história dos aparelhos que levaram ao surgimento do cinema. Na atividade, o público é convidado a manipular brinquedos ópticos como o taumatrópio, o flipbook e o zootrópio, invenções do século XIX que permitiam obter efeitos de imagens em movimento. A última parada apresenta as câmeras e películas cinematográficas, além de um projetor elétrico em funcionamento.

CIRCO
Móbile – Cia Circo Delírio (SP)
O espetáculo comemora os 20 anos da Cia Circo Delírio. Em cena, transformações constantes levam a circunstâncias que mesclam as linguagens do circo contemporâneo, a comicidade e o teatro físico. Inspiradas pelo tema da mobilidade humana, as situações têm o cinema mudo como referência estética e mostram que, em um mundo balizado por fronteiras, romper barreiras, ampliar horizontes e conquistar espaços é um grande desafio.

OFICINA
Parque do circo – Cia Circo Delírio (SP)
Destinado a crianças, jovens e adultos, o Parque do Circo é um espaço itinerante recreativo que propõe brincadeiras baseadas em diferentes técnicas circenses. Com a ajuda dos monitores, os participantes percorrem um circuito com diversas atividades temáticas – como malabares, pontaria, equilíbrio e jogos coletivos – em dinâmicas que desafiam tanto o corpo quanto a mente.

DANÇA (foto)
Cordas do coração – Ballet Stagium (SP)
Fundada por Décio Otero e Marika Gidali em 1971, uma das mais tradicionais companhias de dança de São Paulo apresenta um espetáculo que investiga e homenageia as raízes brasileiras sem se ater a rótulos ou modismos. A partir da metáfora do coração como um instrumento de cordas, a trilha sonora combina temas de Johann Sebastian Bach e música caipira, com canções como “Tristeza do Jeca”, de Angelino de Oliveira, e “Viola quebrada”, de Mário de Andrade.

LITERATURA
Leituras de lá e de cá – Cia Oya ô (SP)
As artistas e contadoras de histórias Denise Aires, Ana Moraes e Karen Santos, de Osasco, promovem uma mediação de leitura que busca aproximar crianças, jovens, adultos e idosos da diversidade presente nas culturas africana, afro-brasileira e diaspórica. Dentre os cerca de 50 livros no acervo do grupo, todas as narrativas escolhidas – como “Amoras” (Emicida e Aldo Fabrini), “De onde veio Odé?” (Nini Kemba Náyò e Edson Edblacc) e “Ombela: a origem das chuvas” (Ondjaki) – têm protagonistas negros.

MÚSICA
DJ Meu Caro Vinho-Ivisson Cardoso (BA)
Baiano de Salvador, o DJ, crítico musical e pesquisador Ivisson Cardoso adota o apelido de Meu Caro Vinho para discotecar. Sua seleção inclui clássicos da música preta mundial dos anos 1980 e 1990, boogies menos conhecidos da década de 1970 e canções dançantes que são marca registrada de seu estado. Além de atuar na capital paulista, onde mora, e em cidades como Araçatuba e Londrina, já mostrou seu som em rádios de Jundiaí e Franco da Rocha, no interior de São Paulo.